Amor em pedaços

31

de
agosto

Desventuras de uma solteira - Parte I

Estava num lugar bem bacana, quando conheci um cara totalmente bem diferente de mim. Gostos e atividades opostas, mas o rapaz foi simpático, educado, e certa hora até surpreendente.

Dei meu número (certo) de telefone e ficamos de nos falar depois, porque eu já estava de saída.

Dia seguinte … nada!

Dias seguintes … nada!

Duas semanas e meia depois…

Ele: - Alô? Danizinhaa? (rsrs)

- Sim, quem é?

- A gente se conheceu no lugar X, lembra? E qual é o meu nome?

- Ah, sim, claro. Hum… Daniel?

- Não, Wagner! Mas então tá. Agora vou ‘te tirar’. Só lembro seu nome porque estava anotado no meu celular, tá? (irônico)

Eu: - Ah! Ganhou! Ponto prá você! (cansada e mais irônica ainda)

Ele: - Hã???

Nem preciso falar que não foi longe. Não passou de convites negados.

Preguiça de homem que não faz o que quer e o que tem vontade. Preguiça de quem faz joguinho. Preguiça de homem que liga anos-luz depois porque tem medo que a mulher cole no pé.
Preguiça!

E depois disso ainda tenho que seguir adiante, tentar de novo.
Difícil…

17

de
agosto

Tá certa

Imagem de Soraia Guedes

 

 

As pessoas que me conhecem não sabem desse blog.

Há uma a quem contei e por me conhecer, vai logo dando suas opiniões.

 

Adoro comentários. Às vezes posso querer discordar de alguma coisa, mas sempre paro e penso na possibilidade de ser verdade.

 

Pois bem, há tempos venho ouvindo, aliás, lendo: "Larga essa sacola".

E não é essa uma verdade absoluta?

 

Desde que eu e a pessoa em questão (repetidamente) não estamos mais juntos (e talvez um dia eu conte aqui tudo o que se passou), vivi uma novela mexicana. Fui jogada no picadeiro de um circo, sem querer estar lá.

Para piorar, sabe quando você conta uma história (totalmente surreal) a uma pessoa, e de repente percebe nela aquela cara :"tá bom, agora conta a verdade que nisso eu não acredito"???

Ainda fico com cara de idiota quando me dá vontade de contar o que aconteceu.

 

 

Vivi muitos momentos bons. Vivi sentimentos nobres como carinho, zelo, cuidado, amor, respeito. Conheci lugares bonitos, comi pratos diferentes.

 

Mas pera lá! Conheci pessoas superficiais, fantasiosas, egocêntricas. Vivi o lado podre do poder, o lado mesquinho e descontrolado.

 

Com meu relacionamento, aprendi a não mais temer me entregar.

Me entreguei e não me arrependi. Confessava o amor e não tinha medo que no outro dia as coisas fossem diferentes. Aprendi a me posicionar, a dar minha opinião (mais do que devia, muitas vezes) sem vergonha e a decidir.

 

Mas se antes eu pecava em ceder demais, em querer agradar em excesso, hoje volto com outros traumas.

Tenho necessidade de provar que sou uma pessoa boa, que tenho uma família muito estruturada, que embora não conviva todos os dias comigo, me educou com valores nobres, inegociáveis.

 

 

Passei por muitos bons momentos, mas sou nova, sei que vou passar por vários outros. Melhores, mais intensos.

 

 

Vivi com uma pessoa gentil. Carismática, encantadora. Sabe o tipo de pessoa que sem esforço, cativa todo mundo?

 

Mas com muita dependência de aceitação. Com necessidade de elogios, de reconhecimento. Que é totalmente dependente da família e não faz nada para mudar. Que prefere ser tida ainda como irresponsável e imatura a perder as regalias e mimos de um adolescente.

 

 

Então, depois de tanto tempo, tenho mesmo é que largar de ser sacola.

Sacola chata, enjoativa, repetitiva, pesada e sem alça.

 

 

Sair da toca, conhecer gente nova, sem procurar defeitos ou semelhanças. Sair com a proposta de se divertir, de ser feliz. De continuar a vida, porque ela não pára.

 

 

E pra piorar / melhorar , vem uma princesinha linda, de sete anos, que no meio de uma conversa sobre cetiscismo e contos de amor, solta: "amor é ser feliz".

 

 

Aí já não há mais argumentos. 

 

 

É hora de largar a sacola e amar. Amar muito, cada dia mais e melhor. 

 

Como se ontem e amanhã não existissem.

Não é assim que deve ser?

 

15

de
agosto

MUITO NERVOSA COM ESSE BLOG DO TERRA!!

 

PERDI DOIS POSTS!!!

3

de
agosto

Quando não flui

 

Quando o beijo não combina, esquece

 

Quando o beijo é diferente, não tem encaixe, melhor não insistir

 

Quando as bocas não cantam a mesma música, naquele momento, larga mão

 

 

Mas não se pode começar o beijo com outro gosto na boca

 

A comparação não faz parte da conquista

 

Amores diferentes

 

Não se pode desejar um beijo quando se deseja estar só

 

O beijo sela o desejo, mas o desejo mútuo

 

 

Beijar sem interesse é se punir, é buscar motivos para não dar continuidade

 

Quando o beijo não combina, cria-se mais um

 

 

Abrir o coração é muito mais que aceitar convites de jantares, cinemas, ficar feliz em receber flores

 

Muito mais lidar com nomes estranhos, até então

 

 

É mais que os lábios apenas possam fazer

 

 

A boca diz o que o coração pensa

 

 

A vontade de se desprender é tanta que por um momento chega a acreditar que se o beijo fosse bom, os dois seriam felizes juntos

 

Mas não há dois quando o coração não quer

 

Não há dois enquanto não esquecido

 

Não há dois

 

 

Dois é soma, é algo em comum

 

Dois é um + um se um não vem acompanhado 

 

Para dar início, é preciso ter dado fim

 

Talvez, depois, com as mãos livres, seja possível beijar e gostar do gosto, apreciar o novo, querer entrar no ritmo

 

Só não faça isso carregando sacolas pesadas, cheias de memórias

 

Se prepare para o que pode vir, e aí, tudo vai fluir

 

 

 

16

de
julho

O meu grande amor

Adaptação do texto de uma amiga com um coração imenso, que transborda bondade e pureza.

Imagem do meu filme favorito, "Le fabuleux destin d’Amélie Poulain"

O meu grande amor não tem o rosto mais perfeito

O meu grande amor não é galã de tv

O meu grande amor abria a porta do carro pra mim

O meu grande amor levava café na cama

O meu grande amor me ensinou a fazer ovos mexidos com Polenghi

O meu grande amor me ensinou o dicionário dele

O meu grande amor pedia que eu lhe buscasse água gelada

O meu grande amor arrastava o móvel do quarto para que armássemos a cama box

O meu grande amor brigava comigo porque ouvia músicas ruins

O meu grande amor me levava na Favorita depois da aula pra tomar vinho e me levava e buscava nas aulas

 

O meu grande amor não está comigo agora

O meu grande amor ainda não se encontrou

O meu grande amor está perdido

O meu grande amor está tentando

O meu grande amor me fez sofrer

Eu fiz sofrer o meu grande amor

O meu grande amor me deixou insegura

O meu grande amor não sabe cuidar dele, mas cuidava tanto de mim que até me ensinou várias coisas sobre a vida má

O meu grande amor estava certo,é muita gente ruim…mas ele deve saber que tenho sabido me proteger

E quando eu tenho medo, lembro logo do meu grande amor, ergo a cabeça e sigo vencendo os obstáculos para que um dia, eu e meu grande amor saibamos continuar, separados, as nossas vidas

O meu grande amor tentava fazer o que me ensinava, mas não conseguia

 

O meu grande amor freqüentava almoços chatos de família comigo

O meu grande amor preferiu se esquivar  de toda a verdade

O meu grande amor dizia que me amava mais que infinito vezes um bilhão à milésima potência

O meu grande amor me prometeu a Maria Antônia e o Victor Augusto

O meu grande amor queria ser o Batman

O meu grande amor é todo certinho

O meu grande amor me abraçava forte quando eu tinha medo

O meu grande amor não faz parte da minha vida agora

O meu grande amor não é mais peça fundamental à minha felicidade

O meu grande amor ainda é o "meu grande amor”, mesmo não sendo nada “meu”

 

O meu grande amor não é o homem mais maduro

O meu grande amor precisa viver

O meu grande amor já chorou por mim

O meu grande amor é uma criança grande que tenta esconder o que sente

O meu grande amor não pode mais me fazer feliz

O meu grande amor talvez não tenha acreditado em mim

O meu grande amor sabe que foi e sempre será o meu grande amor

O meu grande amor mora no bairro ao lado e vive uma vida que já não faz mais parte da minha

O meu grande amor tem o corpo e a idade de um adulto,mas a falta de coragem de uma criança

O meu grande amor ora é inverno, ora é verão

O meu grande amor finge pro mundo que não é mais o meu amor

O meu grande amor tenta ser feliz

O meu grande amor vive engolindo a seco o que tem a dizer

 

O meu grande amor tá rodeado de amigos que também tentam um novo recomeço

O meu grande amor merece ser feliz

O meu grande amor não é o homem mais bonito que já conheci, mas ele não deixa de ser o meu grande amor

Amor que fica, amor que vai, pensamentos soltos feito quebra-cabeças, pulso firme para seguir adiante e a crença de que tudo passou e nada fica

É assim, resumidamente, o meu grande amor

 

Posso dizer que o conheço tão bem que sou capaz de saber tudo o que se passa em sua mente e em seu coração…passe o tempo que for

O meu grande amor não é mais o que será o meu amor

O meu grande amor sabe que eu penso que foi bom enquanto durou, mas acabou

Sua alma estará sempre exposta quando olhar nos seus olhos e sei que passarão mais de cem vidas e esse ainda será o meu grande amor

Meu amor espiritual,meu amor fraternal,apenas o amor incondicional

O meu grande amor não sabe que eu sigo meu caminho feliz por saber que nessa vida eu não passei sem um grande amor

Meu grande amor pode se casar, ter filhos e eu nunca mais o ver, mas em meu coração e até que essa vida terrena se cesse será o meu grande amor

Vidas opostas, mundos diferentes, alegria, dor, realização, coerência, imaturidade, confiança, casa, chão, nuvens, lua, estrelas… fazem lembrar do verdadeiro amor que eu e meu grande amor um dia experimentamos

O tempo vai passar, as rugas vão chegar, posso estar aqui ou na Rússia

Sei que o amor louco e verdadeiro nunca vai passar…

E vamos embora dessa vida sem um dia acreditar em qual verdade irão nos contar

Em quantas palavras de terceiros foram distorcidas e talvez a verdade e a humildade nunca apareçam

Mas o mundo onde só nós construímos é o que a gente vê passar

E lá se vai…

E fica cada vez mais distante…

E eu não tenho mais medo…

E eu não quero mais pra mim…

E eu tô pronta para o desapego…

Porque simplesmente o fato de ele ser o meu grande amor é o que me faz acordar todos os dias com a certeza do incerto, e ir à luta sorrindo por ser abençoada por tudo o que vivi, tudo o que ainda vou viver e tudo o que o meu grande amor vai viver

O nosso grande amor especial, está guardado em uma caixinha (rosa), onde o nunca não existe e o sempre está lá…

 

E o meu grande amor foi assim…e se foi assim…e ele é assim e sempre será…

 

E a única coisa hoje que posso dar ao meu grande amor é a poesia da ilusão do mundo, é o nosso segredo, meu e do meu grande amor, que faz o coração pulsar a cada dia, até quando não existir mais…

 

Quando não existir mais nada, ainda restará o meu amor pelo meu grande amor

28

de
junho

Indo

 

“- Por favor, a Elise está?”
“- Tá não, moça. Ela já tá de férias e foi pro Mato Grosso. Só volta em Agosto. Você tem o celular dela?”
“Tenho sim, obrigada.” [...]

Pronto!
Me dei conta só agora! Já estamos no meio do ano. Férias em massa, e eu aqui, parada e sem ver o tempo passar.

Fiquei pensando na vida e não enxerguei o calendário.

Já estamos no mês sete (quase) e só restam cinco para o ano acabar.

Esse ano passou em branco por mim.
(Tem algum numerólogo aí? 2008 não é meu ano?)

Hum… nem quero ver minhas metas do Natal. Será que em 5 meses consiguiria cumpri-las?

Fiz poucas matérias na pós e depois de um início de ano corrido, tenho ‘empurrado’ o trabalho de conclusão. Ainda nem mudei de nível no Inglês; não fiz as viagens que queria; não encontrei os amigos antigos; não li os livros que prometi; não estudei quanto deveria. Não consegui o emprego dos meus sonhos; não estou com o abdome em gominhos e nem fiz atividade física.

Ainda não esqueci de vez o ex; não fiz novas amizades; não movimentei minha vida cultural. Não comecei minha terapia; não tenho me envolvido em voluntariado e nem me dediquei à nenhuma religião.

Estou no novo apê e me sinto um apêndice dele.
Nele fiquei 85% do tempo de 2008.

Pára tudo!
Volta o calendário!

Eu nem me lembro o que fiz no Carnaval ou no meu aniversário desse ano!
(E olha que sou capaz de dar detalhes de todo o meu ano passado e retrasado.)

Volta as folhinhas!

Ainda nem conheci a pessoa interessantíssima que a taróloga previu para o início do ano.

Começa de novo!

Passei o ano inteiro (até agora) fugindo de problemas antigos e tentando, sem sucesso, solucioná-los.

 

Acho que tô precisando de problemas novos e agora vou em busca deles.

Afinal, ainda me restam 5 meses…

26

de
junho

A velhice

De volta…

Estive uns tempos na casa dos meus avós, vivi a vida deles por duas semanas.

 

Voltei para casa arrasada.

 

Meu Deus! O que é a velhice para meus avós! E será que vai ser assim comigo?

 

Envelhecer é sentir as mudanças do corpo e não poder fazer nada?

 

É ter na gaveta mais xaropes, pomadas e comprimidos que fotos das amigas, cartas do namorado?

 

É andar com dificuldade e ver na parede troféus e medalhas de competições de corrida?

 

É passar as tardes só, esperando alguma visita? 

É contar os mesmos casos, as mesmas piadas, as mesmas estórias repetidamente, sem perceber?

(E com isso notar a falta de paciência das pessoas?)

 

Envelhecer é não ter mais o tempo e fazer tudo como se fosse pela última vez?

 

É se deparar com a morte e fingir naturalidade?

 

É não se lembrar do começo e temer o fim?

 

 

É ter que superar a perda de pai, mãe, alguns irmãos, talvez filhos?

 

É viver cheio de manias e pensar que está muito tarde para mudar?

 

É ir ao supermercado para comprar arroz e trazer açúcar?

 É ter falhas de memória? É ficar esclerosado?

 

É pedir e ser atendido?

(E sentir a doação mais como obrigação do que vontade própria?)

 

 

É ter hábitos ultrapassados que viram chacota na família toda?

 

É querer todo mundo reunido no Natal mas não mais admitir barulho?

  

Não consigo me imaginar vivendo assim, mas como sempre diz o meu pai, "envelhece quem está vivo".

Então, que venha os próximos (muitos) anos!

 

9

de
maio

Ele x Ela

Arte de Sophia Breyner

 

Ele: noite
Ela: dia

Ele: Leão
Ela: Touro

Ele: emoção
Ela: razão

Ele: montanha
Ela: praia

Ele: certezas
Ela: dúvidas

Ele: carro
Ela: caminhada

Ele: carne
Ela: chocolate

Ele: comédia
Ela: drama

Ele: matemática
Ela: português

Ele: deitar
Ela: passear

Ele: Senna
Ela: Picasso

Ele: ouvinte
Ela: falante

Ele: pontual
Ela: atrasada

Ele: azul
Ela: vermelho

Ele: Grêmio
Ela: Cruzeiro

Ele: Yin
Ela: Yang

Ele: polidez
Ela: explosão

Ele: Chaves
Ela: Rivotril

Ele: ela
Ela: ele

1

de
maio

Amanhã - Carta a um destinatário

Escrevi esse texto depois de assistir a esse vídeo, assistam!
http://www.youtube.com/watch?v=ZF5RiN6lF7s

Há!

Olha eu aqui, sozinha (sabe que estou adorando isso?), bem na véspera de meu aniversário, e fazendo o que mais gosto nessa época do ano: refletindo.

E não é que todos os meus pensamentos só me levam a uma única pessoa?
Claro que sorrio e comemoro minha relação com meus pais, cada vez mais madura e consciente. Claro que valorizo (muito!) a volta à convivência com a minha amada irmã, sustentáculo de minha vida.

Reconheço cada pessoa atuante na minha vida, assim como minhas amigas.
Mas sabe que é de você quem me lembro mais?

Assistindo a esse vídeo do YouTube (5 vezes?!!), pausei em cada fala, a cada fim de frase. E não é que o danado mexeu comigo?

Não é que ele fala de amanhã?
Justo o amanhã, aquele tempo que eu mais temia. Justo o amanhã, aquele que eu mais esperava, torcendo para que algo melhorasse. Justo o amanhã, que chegava e não me aliviava.

O texto narrado fala de acordar para a realidade ou viver num sonho.
E eu? O que estava fazendo? Dormindo todo o meu tempo ocioso para não encarar a realidade, ou melhor, não sofrer com ela.

Fala de sentir, ao invés de fingir. Ah não!! Não poderia ser menos direto?
O que dizia um texto do meu blog? Bom, você não o leu, mas eu disse cansada de fingir. Cansada de esconder e vontade de escancarar o que sentia.

O vídeo fala da paixão que não se controla. E o que é que tenho feito?
Vivo controlando o meu descontrole. Sigo me privando de tudo o que me deixa faltar o ar, tremer as pernas, descompassar o coração. Tenho sido monótona em minhas regras.

E agora estou eu aqui, rindo como uma besta.
Rindo porque posso compartilhar a mensagem com você.
E sabe? Não tenho pensado no futuro, não tenho feito planos, projetos.
Tenho estado mais preocupada com o meu amanhã. Tenho preferido cuidar do meu coração e da realização dos meus desejos do que irão pensar as pessoas. Tenho pensado mais no amanhã do que no dia de seu aniversário, no próximo feriado ou no Natal. Um dia eles virão, mas eu não sei de nada.

Como perfeitamente dito nesse vídeo, eu só espero que AMANHÃ eu veja (e sinta) que HOJE valeu a pena.

OBS: "A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes" - escrevo o texto e me traz à tona sentimentos reais. Estou tremendo e emocionada.
Você me tira da mesmice.

Só queria que você soubesse disso.
Obrigada, você faz meus hoje’s valerem a pena.

TE AMO AD ETERNUM, aconteça o que acontecer.

Beijos,
Eu

11

de
abril

Cotidiano

 

Epidemia de dengue. Insônia. Menina Isabella jogada do 6º andar. Conta de telefone caríssima. Necessidade de comprar ainda vários móveis. Prefeito com um milhão de reais em casa. Adolescente que toma remédio para abortar. Procura cansativa por emprego. Brasileiros barrados nos aeroportos da Espanha. Remédios mais caros. Brasileira que derrubou o governador de Nova York. Solidão. Barulho na porta. Cartão de crédito no limite. Queda e subida do dólar. Medo de dirigir. Coração enganado. Pós graduação no fim. Gustavo libertado. Acidente fatal com o pai da Cassiana. Professor arrogante. Supermercado cada dia mais caro. Rivotril 1,5 mg. Preguiça. Leva-e-trás da ajudante. Acidente na serra. Rodrigo Santoro solteiro. Cirurgia do avô. Disse-me-disse. Inchaço da mãe. Cobranças. Eric Morillo. Prova imensa. Mentiras. Adolescente que matou a mãe a facadas para ir ao show do Calypso. Enjôo de carne de frango. Saudade do ex. R$ 700,00 para refazer uma matéria de 15 horas. Congestionamentos. Filho do Maurício de Souza seqüestrado. Vontade de mudar de mundo. Macaco Simão promovendo grandes risadas. Cafémania. Novelas ridículas que educam mais da metade do país. Sonhos recorrentes. Necessidade de fazer exercício. Ingrid Betancourt ainda seqüestrada. Fotos do celular que não passam para o computador. Grêmio fora da Copa do Brasil e do Gauchão. Dança do Créu. Aula de inglês. Telefone que não toca. Tocha Olímpica e protestos. Sirenes. Controle remoto perdido. Calor. Piscina suja. Cobrança indevida na conta corrente. CD do Windows sumido. Estudante baleada na faculdade pelo ex-namorado. Cabelo sem corte. Queda de avião. Ana Laura grávida. Projeto aplicativo. Prefeitos e juiz federal presos. Novas amizades. Habeas corpus para Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Namorado da irmã. Manifestações pró liberdade no Tibet. Pilha recarregável por USB. Ciúmes. Eleições norte-americanas. Aniversário chegando. Maconha plantada no campus da UFSC. Livro de gestão de marcas. Dossiê da Dilma Rousseff. Colheita de café. Buzinas. Festas de Uberaba. Felipe Massa campeão no Bahrein. Mallu Magalhães. Novo clipe da Madonna. Aniversário da Marianinha. Norte americana que cria ratos em casa. Atividade prévia de MKT 103. Franja incômoda. Limewire. Saudade de novo.

 

Não há poesia no cotidiano.

Nem cores.

 

 

 

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