Amor em pedaços

21

de
dezembro

Coisinhas de fim de ano

Uma amiga mandou como e-mail, mas me deu um déjà vu e vi que já tinha visto antes, no blog de uma amiga. Bom… estou atrasada, mas lá vou eu responder também.

COMPLETE:

- Eu tenho: uma família linda, saúde, amigos maravilhosos, joanete, dor de garganta e pouco ânimo.

- Eu desejo: conhecer gente diferente, gente de bem com a vida, com boas intenções e com muita disposição!

- Eu escuto: todo mundo ou ninguém. Depends…

- Eu tenho medo de: perder minha família.

- Eu não estou: com saco pra muita coisa e pra muita gente.

- Eu estou: com dor de garganta e com vontade de ir pruma praia deserta com um cara muito charmoso que ronda meus pensamentos.

- Eu perco: a hora certa de ficar calada. Sempre!       

- Eu preciso: controlar minhas despesas e receitas.

- Me dói: morar longe dos meus pais e perder grandes momentos da nossa convivência.

 
SIM OU NÃO?


- Tem um diário? Não… Já tive muito, mas cansei.

- Gosta de cozinhar? Gosto só quando quero, e não quando preciso.

- Gosta de tempestades? Morro de medo.

- Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? De certo sim, não sei. Deveria ter mais.

- Acredita no amor? Demais da conta! Por mais difícil que as coisas pareçam, sempre acredito.

- Toma banho todos os dias? Não consigo não tomar! Antes de sair de casa e antes de dormir!

- Quer casar? Já quis, já deixei de querer… Não sei. Indefinido

- Quer ter filhos? Já quis, já deixei de querer… Não sei também.

 

QUEM É?


- Amigo estranho: Nossa! Adoro gente estranha! Tem o Bruno, tem a Patty, a Ana’s…    

- Amigo mais chato: Definitivamente, a Pry! Chata não, sistemática!

- Amigo que te conhece melhor: minha mãe, minha irmã… com quem eu convivo mais.

- Amigo escroto: não tô me lembrando aqui…

- Amigo galinha: lista grande

- Amiga irmã: Ana’s, Manuzinha, Dani.

- Amigo irmão: Conry

- Amigo pentelho: lista grande 2

- Amigo pra todas horas: Dani, Syl

 


QUAL É?


- A frase que mais usa no msn: Uso poucas frases atualmente, mas já repeti algumas vezes a do Crapinejar que é: “Palavras são destinos…”    

- Sua banda favorita: tenho algumas várias.

- Seu maior desejo: viajar pelo mundo todo e conhecer muita gente diferente.

- 3 Lugares estranhos que vc transaria: estranho? Sei não, e se soubesse não contaria.

 
OUTRAS PERGUNTAS


- Signo: Touro 

- Cor dos olhos: castanho-escuro

- Número favorito: 07

- Dia favorito: sábado

- Mês favorito: maio

- Estação do ano favorita: a que não chove e faz sol      

- Café ou chá? Café, sempre! Todo dia e toda hora.
VOCÊ


- Tem problemas de auto estima: Tenho sempre, cada hora um problema.

- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: depende. Até porque não me atrai “alguém muito gato”.

- Cuidaria de amigos bêbados: sempre cuido. De amigas, de namorado… e tê me cansando. Se não sabe beber, eu é quem vou ensinar? E por sinal, quer aprender??     

- Dá toko sem problema nenhum: Tem dias que morro de pena do sujeito, mas… f…-se!
NAS ÚLTIMAS 24HS VC:

- Chorou? Não.

- Ajudou alguém? Ajudei a copeira da empresa.

- Ficou doente? Estou.

- Disse “te amo”? Disse. Minha mãe é linda e merece escutar todos os dias.

- Escreveu uma carta? Um e-mail pro meu chefe que é uma pessoa linda.

- Falou com alguém? O tempo todo.   

- Teve uma conversa séria? Tô precisando, mas tenho pensando muito antes disso.    

- Perdeu alguém? Não.

- Abraçou alguém? Sim, minha irmã hoje quando acordei.

- Brigou com algum parente? Nunca brigo, mas conto até mil muitas vezes.

- Brigou com algum amigo? Não.
ALGUMA VEZ VC PODERIA:


- Beijar alguém do mesmo sexo? Não.

- Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Não.

- Saltar de paraquedas? Adoraria!!

- Cantar em um karaoke? Neeeeem…..

- Ser vegetariano? Não conseguiria…Amo carne.

- Se embebedar? Já fiz muito, hoje não tenho mais essa vontade. Se der também, não vejo problema nenhum.

- Roubar uma loja? Não.

- Se maquiar em público? Claro que sim! Sem nenhum problema!

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16

de
novembro

O que faltava

Imagem de Soraia A Guedes

 

Saiu de casa com a certeza de que voltaria com tudo diferente. Talvez porque tivesse decidido que aquela estorinha enfim, devesse ter seu fim, talvez porque sentia que alguma coisa estava por vir.

Aquela máxima de nada acontece por acaso era seu slogan.

Casa-aeroporto-aeroporto-hotel. Foi o máximo que se permitiu para chorar pelas circunstâncias do dia. Depois dali, só aceitaria o que lhe fizesse bem.

Trabalho, muito trabalho era o que ela tinha pela frente. Ansiedade, preocupação, solução de pendências e problemas do tal evento. Fora isso, qualquer outra coisa não ocupava nem 5 minutos de sua atenção.

Saíram para divertir. Ela e os colegas de trabalho, mais alguns poucos convidados. Riu, contou estórias, ouviu outras, bebeu só dois chopes e foram embora. No carro cheio, de volta ao hotel, parecia dopada, pois só conseguia prestar atenção no que sentia quando se esbarrava no rapaz ao lado. Entre freadas e aceleradas, seu corpo tremia e ela sorria, sozinha, por redescobrir o desejo. Estava feliz.

Devemos dizer talvez o quanto essa atitude é juvenil, mas acho que para ela qualquer consideração não vai servir de nada.

Chegou e dormiu sorrindo. Sua colega de quarto devia ter estranhado, mas não disse nada no outro dia.

Trabalhou muito todos os dias, exauriu-se. Acordava cedo e dormia tarde, mas estava sempre com sorriso na cara. Ninguém podia imaginar, mas o trabalho dentro dela era ainda maior.

Via sempre o rapaz, que a cumprimentava efusivamente. Ela se esforçava para que não transparecesse seu interesse.

Até que um dia quebrou o protocolo. Aceitou o convite para jantarem.

Ela e ele.

Não estava mais preocupada, achava sim, que merecia, que precisava daquilo.

Tomou banho demorado, usou sua melhor roupa da mala, se pintou, se perfumou. Fez caras e bocas em frente ao espelho e saiu.

Riram, jantaram e conversaram muito. Ocasionalmente, um encostava no outro, pela necessidade do encontro das peles. Ele surpreendeu e a ofereceu uma garfada de polenta. Ela se desviou e justificou que não gostava de polenta.

Se arrependeria mais tarde, depois que percebesse que afinal de contas, uma garfada de polenta não devia matar ninguém.

A conta já tinha sido paga, mas nada ainda tinha acontecido. Ela, que não era boba nem nada, convidou-o para esticar a noite num lugar onde pudessem dançar.

E lá estavam eles, rindo ainda mais. Tinham entrado sem fila, foram tidos como gringos e estavam na melhor mesa da casa…

Falaram dos seus filmes prediletos, e conversaram mais ainda, sobre tudo e poucas coisas. Até que ela decidiu que já estava na hora.

Mas ele deve ter percebido, porque imediatamente avançou, ela não recusou,e se beijaram efusivamente. O beijo era dos melhores. Foi esperado, desejado e cumpria perfeitamente sua função de divisor de águas. Se beijaram mais e mais, cada vez mais demorado.

Não sabia se já tinha passado uma música, mais, menos, não importava! Sabia que as coisas já não eram mais como antes. E isso basta.

4

de
outubro

Corazón

 

Tem vezes que acho que a culpa de tudo é minha.

Questiono os porquês de não me liberar mais, não levar tudo mais na boa, de brincadeirinha.

 

Uma amiga liga e, pela terceira vez na semana, está apaixonada.

Rio de seus casos, mas não estou nem perto de ser assim.

 

Do mesmo jeito que demoro a me apaixonar, demoro a desapaixonar.

Levo, desde o começo, tudo muito a sério.

 

O que é para não ser - porque muitas dessas coisas e pessoas não são para ser levadas - ou o que tem jeito de futuro, comigo é tratado da mesma forma.

 

Agora estou aqui, pensando num ‘DonJuan’ que mexeu comigo.

Pensando em alguém que esbanja charme e conquistas. Que inclusive, fala delas com muita naturalidade a qualquer uma, mesmo pretendente.

 

Nunca falei aqui, mas meu calcanhar de Aquiles é meu jeito muito sério de encarar tudo.

Levo tudo muito a sério.

Trabalho, comportamento, amizades, amores.

Uma vez me disseram que eu podia "ser menos" que todos iriam gostar de mim. Entendi a análise: tento ser muito para ser aceita. E reconhecida.

Mas será que meu inconsciente é mesmo tão burro? Se só entre quatro paredes eu me cobro atitudes mais condizentes com a minha idade, como chutar o balde para muitas coisas, como saber reconhecer a desimportância de outras.

 

Nunca tive um histórico de loucuras, de aventuras impublicáveis. Mas porque elas não me interessam.

Então, o buraco é mais embaixo, caro Freud. Não é só ir lá e fazer. É fazer sem ter peso na consciência depois.

Eu não pago para ver, tenho medo da prestação de contas.

 

 

Mas com essa ‘experiência’ toda, cá estou, caída de amores por um cara que mora há milhares de léguas daqui. Com uma realidade totalmente diferente da minha e outro tipo de intenção.

 

O pior é que já vi esse filme.

 

E mesmo assim nada muda.

Só de escrever e pensar, tremo toda com uma vontade enorme de largar tudo pelo menos por um fim de semana.

(mas não tenho tempo, e "tempo é dinheiro", rs)

 

Sei como é fácil e simples falar, e como é mais ainda, estando tão longe.

Se não conhece uma adolescente em plena crise, prazer, agora sou eu!

 

Pára tudo e deixa eu descer! Que ridícula que estou sendo, alimentando esperanças e compromissos furados ou é isso mesmo, viva a vida com intensidade?

 

Me jogo de cabeça nesse pseudo-e-virtual encontro ou me atenho à realidade dos fatos, preservando minha consciência?

 

Abro o jogo e me posiciono ou deixo ser mais uma na extensa lista de pretendentes?

 

Ai!! Que ridícula!!

 

 

 

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