Amor em pedaços

16

de
agosto

Apaixonar-se

Dia desses, ouvindo trilha sonora francesa com meu amigo mais culturalizado, paramos numa música (que não me recordo o nome) de Carla Bruni. Melodia gostosa, sonoridade da língua sem comentários, mas ao ser apresentada com sua tradução, morri de amores.

 

Isso tudo porque ela cantarolava que queria um amor de tempos em tempos. Nada permanente ou eterno. Pelo contrário. Perecível, substituível.

 

 

Hoje a vontade é de sentir-me como uma garota apaixonada-como-nunca-fui-em-toda-minha-vida sistematicamente.

 

Conhecer o novo só com o desejo de conhecer alguém diferente, trocar opiniões e ficar se perguntando em qual momento o coração começou a bater diferente.

 

Rir-se o tempo todo e para tudo.

 

Buscar palavras que não digam mais que apenas seus significados.

Palavras e gestos que não delatem.

 

Apaixonar-se e preocupar-se com o que vestir, pois pode haver a remota chance de que se encontrem ocasionalmente.

 

Querer estar perto, mas temendo não ser disponível.

 

Perceber alguns gestos, mesmo sem entendê-los.

 

Sentir falta do perfume, da pele, do cabelo, do beijo.

 

Apaixonar-se e estar atento a todas as palavras ditas, ainda aquelas que não proferidas a você. Buscar sotaques, cicatrizes.

 

Acordar pronta para o que o dia pode ser, afinal de contas, já não importa.

 

O bom da vida é apaixonar-se.

Apaixonar-se sempre! No mínimo, de tempos em tempos.

(a começar por mim mesma!)

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