Amor em pedaços

24

de
agosto

O que não quero

Não quero que se declare de supetão, como se não tivesse digerido suas palavras, ou para quebrar o silêncio.

Não quero que rompa com amigos ou família, como se não houvesse mais ninguém no mundo.

Não quero que mude suas opiniões para as minhas

Só quero que não faça joguinhos

Só quero que se expresse sem medo de parecer de mais - ou de menos

Tudo o que é racionalizado não é espontâneo

Sentimentos não são pensamentos, o próprio nome já diz

Palavras não são atitudes

Quero sentimentos sentidos, vividos, experimentados

Se for amor, bem vindo o amor!
E se não for, bem vinda a amizade!

Quero conhecer os seus
Quero que conheça os meus
Quero você com os seus, e eu com os meus

Quero opinião formada, cabeça feita
Quero outro ponto de vista
Quero persuasão, desentendimento, concordância e não

Quero falas, mais que palavras
Quero real, e não virtual

Não quero promessas, não quero palavras, nem juras
Não quero frases feitas
Não quero olhar 43

Não quero muito
Não quero pouco

Só não quero você aí
E eu aqui

16

de
agosto

Apaixonar-se

Dia desses, ouvindo trilha sonora francesa com meu amigo mais culturalizado, paramos numa música (que não me recordo o nome) de Carla Bruni. Melodia gostosa, sonoridade da língua sem comentários, mas ao ser apresentada com sua tradução, morri de amores.

 

Isso tudo porque ela cantarolava que queria um amor de tempos em tempos. Nada permanente ou eterno. Pelo contrário. Perecível, substituível.

 

 

Hoje a vontade é de sentir-me como uma garota apaixonada-como-nunca-fui-em-toda-minha-vida sistematicamente.

 

Conhecer o novo só com o desejo de conhecer alguém diferente, trocar opiniões e ficar se perguntando em qual momento o coração começou a bater diferente.

 

Rir-se o tempo todo e para tudo.

 

Buscar palavras que não digam mais que apenas seus significados.

Palavras e gestos que não delatem.

 

Apaixonar-se e preocupar-se com o que vestir, pois pode haver a remota chance de que se encontrem ocasionalmente.

 

Querer estar perto, mas temendo não ser disponível.

 

Perceber alguns gestos, mesmo sem entendê-los.

 

Sentir falta do perfume, da pele, do cabelo, do beijo.

 

Apaixonar-se e estar atento a todas as palavras ditas, ainda aquelas que não proferidas a você. Buscar sotaques, cicatrizes.

 

Acordar pronta para o que o dia pode ser, afinal de contas, já não importa.

 

O bom da vida é apaixonar-se.

Apaixonar-se sempre! No mínimo, de tempos em tempos.

(a começar por mim mesma!)

16

de
agosto

Desculpas

Tirei o dia para reler meus posts e - com a ajuda de um comentário também - percebi como eu estou CHATA!

 

Fato é que gostaria de me desculpar com quem ainda tem coragem de vir aqui.

Desculpem-me!

 

E continuemos a falar de AMOR!!!

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