12
de
julho
Em torno do sexo
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De volta!!
A viagem foi ótima!! Conheci um monte de gente bacana, fiz novas amizades, aprendi e ainda aproveitei!!
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Voltei com muitas questões e uma delas insiste em me atordoar. Acontece que eu não estudei tanto tempo da minha vida, não perdi noites de sono para me sair bem na matéria e aceitar tão bem o fato de que para muitos eu possa ser apenas um pedaço de carne e de prazer.
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Se não vejo maldade em tudo e em todas as intenções sou inocente. Mas quem enxerga terceiras intenções em tudo, pelo menos para mim, também não pode ser tão feliz.
Há algo de mesquinho nisso tudo.
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O que penso é que cada um pode pensar ou deixar de pensar o que quiser do outro, porque isso é incontrolável. Só posso controlar o que eu sou e o que faço, e por isso, faço as coisas e ajo como sou, independentemente do que isso possa parecer à s mentes mais evoluÃdas.
Só que as coisas não são tão simples assim… As pessoas pagam pelo que elas fazem e pelo que aparentam fazer também.
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Então me vejo num impasse. Sei das minhas intenções e garanto que na maior parte elas são as mais puras e inocentes com o sexo oposto.
Mas se, como dizem, os homens só querem saber de sexo, e não estão interessados em suas competências, de que adiantou ter feito o que eu fiz? Por que não passei horas em salões de beleza, academia e cirurgiões? Deveria ter exercitado a minha vulva, e não a minha cabeça.
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Deparo com comentários maldosos e caras feias quando não entendo ou faço que não entendi uma fala. O que queriam era um tapa na cara, uma resposta desaforada. Mas eu não julgo quem tenta. Só não garanto que consiga.
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Tem gente que vê muita maldade nas coisas, só enxergam o lado negro e vil das pessoas, propondo que todas as ações tem segundas e terceiras intenções.
Eu prefiro me iludir, errar e acreditar nas pessoas. Pelo menos por enquanto, não me faz mal.


