4
de
outubro
Corazón

Tem vezes que acho que a culpa de tudo é minha.
Questiono os porquês de não me liberar mais, não levar tudo mais na boa, de brincadeirinha.
Uma amiga liga e, pela terceira vez na semana, está apaixonada.
Rio de seus casos, mas não estou nem perto de ser assim.
Do mesmo jeito que demoro a me apaixonar, demoro a desapaixonar.
Levo, desde o começo, tudo muito a sério.
O que é para não ser - porque muitas dessas coisas e pessoas não são para ser levadas - ou o que tem jeito de futuro, comigo é tratado da mesma forma.
Agora estou aqui, pensando num ‘DonJuan’ que mexeu comigo.
Pensando em alguém que esbanja charme e conquistas. Que inclusive, fala delas com muita naturalidade a qualquer uma, mesmo pretendente.
Nunca falei aqui, mas meu calcanhar de Aquiles é meu jeito muito sério de encarar tudo.
Levo tudo muito a sério.
Trabalho, comportamento, amizades, amores.
Uma vez me disseram que eu podia "ser menos" que todos iriam gostar de mim. Entendi a análise: tento ser muito para ser aceita. E reconhecida.
Mas será que meu inconsciente é mesmo tão burro? Se só entre quatro paredes eu me cobro atitudes mais condizentes com a minha idade, como chutar o balde para muitas coisas, como saber reconhecer a desimportância de outras.
Nunca tive um histórico de loucuras, de aventuras impublicáveis. Mas porque elas não me interessam.
Então, o buraco é mais embaixo, caro Freud. Não é só ir lá e fazer. É fazer sem ter peso na consciência depois.
Eu não pago para ver, tenho medo da prestação de contas.
Mas com essa ‘experiência’ toda, cá estou, caída de amores por um cara que mora há milhares de léguas daqui. Com uma realidade totalmente diferente da minha e outro tipo de intenção.
O pior é que já vi esse filme.
E mesmo assim nada muda.
Só de escrever e pensar, tremo toda com uma vontade enorme de largar tudo pelo menos por um fim de semana.
(mas não tenho tempo, e "tempo é dinheiro", rs)
Sei como é fácil e simples falar, e como é mais ainda, estando tão longe.
Se não conhece uma adolescente em plena crise, prazer, agora sou eu!
Pára tudo e deixa eu descer! Que ridícula que estou sendo, alimentando esperanças e compromissos furados ou é isso mesmo, viva a vida com intensidade?
Me jogo de cabeça nesse pseudo-e-virtual encontro ou me atenho à realidade dos fatos, preservando minha consciência?
Abro o jogo e me posiciono ou deixo ser mais uma na extensa lista de pretendentes?
Ai!! Que ridícula!!


Comentário por Desirée — 11 11UTC outubro 11UTC 2008 (15:50)
Êpaaaaa, que história é essa que não tô sabendo? Pára tudo e me conta… como consultora oferecida que sou para assuntos aleatórios, exijo saber tudo, tintim por tintim.
Bjok de saudades.
Comentário por Helen — 11 11UTC novembro 11UTC 2008 (8:58)
Eh… Dani de entendo perfeitamente. Sabe ja fui impulsiva de conhecer um rapaz e ja estar achando que ele seria “o certo”, acho que por ter quebrado a cara todas essas vezes, é que agora me fecho tanto, não deixo ninguem chegar perto, não me entrego a ninguem. Mas olha, acho que vc deveria ir com calma, mais ir em frente, creio que as coisas a ganhar, seriam mais do que as que poderia perder. Nada como um passo de cada vez para chegarmos onde queremos =D. Bjinhos e o blog ta otimo