Amor em pedaços

17

de
agosto

Tá certa

Imagem de Soraia Guedes

 

 

As pessoas que me conhecem não sabem desse blog.

Há uma a quem contei e por me conhecer, vai logo dando suas opiniões.

 

Adoro comentários. Às vezes posso querer discordar de alguma coisa, mas sempre paro e penso na possibilidade de ser verdade.

 

Pois bem, há tempos venho ouvindo, aliás, lendo: "Larga essa sacola".

E não é essa uma verdade absoluta?

 

Desde que eu e a pessoa em questão (repetidamente) não estamos mais juntos (e talvez um dia eu conte aqui tudo o que se passou), vivi uma novela mexicana. Fui jogada no picadeiro de um circo, sem querer estar lá.

Para piorar, sabe quando você conta uma história (totalmente surreal) a uma pessoa, e de repente percebe nela aquela cara :"tá bom, agora conta a verdade que nisso eu não acredito"???

Ainda fico com cara de idiota quando me dá vontade de contar o que aconteceu.

 

 

Vivi muitos momentos bons. Vivi sentimentos nobres como carinho, zelo, cuidado, amor, respeito. Conheci lugares bonitos, comi pratos diferentes.

 

Mas pera lá! Conheci pessoas superficiais, fantasiosas, egocêntricas. Vivi o lado podre do poder, o lado mesquinho e descontrolado.

 

Com meu relacionamento, aprendi a não mais temer me entregar.

Me entreguei e não me arrependi. Confessava o amor e não tinha medo que no outro dia as coisas fossem diferentes. Aprendi a me posicionar, a dar minha opinião (mais do que devia, muitas vezes) sem vergonha e a decidir.

 

Mas se antes eu pecava em ceder demais, em querer agradar em excesso, hoje volto com outros traumas.

Tenho necessidade de provar que sou uma pessoa boa, que tenho uma família muito estruturada, que embora não conviva todos os dias comigo, me educou com valores nobres, inegociáveis.

 

 

Passei por muitos bons momentos, mas sou nova, sei que vou passar por vários outros. Melhores, mais intensos.

 

 

Vivi com uma pessoa gentil. Carismática, encantadora. Sabe o tipo de pessoa que sem esforço, cativa todo mundo?

 

Mas com muita dependência de aceitação. Com necessidade de elogios, de reconhecimento. Que é totalmente dependente da família e não faz nada para mudar. Que prefere ser tida ainda como irresponsável e imatura a perder as regalias e mimos de um adolescente.

 

 

Então, depois de tanto tempo, tenho mesmo é que largar de ser sacola.

Sacola chata, enjoativa, repetitiva, pesada e sem alça.

 

 

Sair da toca, conhecer gente nova, sem procurar defeitos ou semelhanças. Sair com a proposta de se divertir, de ser feliz. De continuar a vida, porque ela não pára.

 

 

E pra piorar / melhorar , vem uma princesinha linda, de sete anos, que no meio de uma conversa sobre cetiscismo e contos de amor, solta: "amor é ser feliz".

 

 

Aí já não há mais argumentos. 

 

 

É hora de largar a sacola e amar. Amar muito, cada dia mais e melhor. 

 

Como se ontem e amanhã não existissem.

Não é assim que deve ser?

 

Arquivado em: relacionamento I

2 Comentários »

  1. Comentário por Desirée — 18 18UTC agosto 18UTC 2008 (23:07)

    Ploft….. morri….

  2. Comentário por Desirée — 27 27UTC agosto 27UTC 2008 (18:55)

    Vivi de novo… tô com saudades! :)

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