Amor em pedaços

11

de
março

O problema de cada um

Em relacionamentos, tenho sido mais observadora que personagem, ultimamente.

Coisas das circunstâncias…

 

Me deparo com amigas passando por diferentes problemas, mas todas elas (e eu também!) sem nenhuma resposta.

 

Uma amiga mora com o namorado. Ele é de casa. Não troca os chinelos pelo desconforto dos sapatos nem nos fins de semana. Enquanto isso, minha amiga vive com o  zumbido no ouvido. (Sabe quando, mesmo em casa, na cama, ouvimos o tumtitumtitumti?) Não vive sem festas, capaz de sair de uma e ir noutra, sem nem saber da casa.

 

É possível que pague caro numa fórmula que ‘desperte’ o namorado.

 

Ela deseja a companhia do parceiro.

 

 

Outra amiga, que também mora com o namorado, não vê a hora que ele saia de casa. Ela quer a casa para ela. Quer poder dormir na transversal, colocar um pijama puído.

 

Quer ele, mas só de vez em quando. Se possível, com hora marcada na agenda.  E ainda garantirá os segredos que mantém.

 

Anseia por ficar a sós, com ela mesma.

 

 

Tenho amiga que quer se casar. Procura apartamento com o namorado, esquece a traição. Quer morar com o amado, mas quer mais ainda, garantir o compromisso, firmar a lealdade. Pretende ser rápida. Não quer dar tempo para que outra venha lhe competir.

 

Ela deseja exclusividade com firma reconhecida.

 

 

Outra amiga, com o aro dourado no anelar direito, acaba de descobrir uma infidelidade. Quer esquecer tudo, rasgar fotos, desfazer a conta conjunta.

 

O pretendente faz vigília em sua porta, mas ela não perdoa. Trocou a fechadura.

 

Essa amiga está valorizando muito sua liberdade.

 

 

Há uma outra que sofre a falta de liberdade do namorado, outra que não suporta a idéia de ter que dividir o amado com o filho e os passeios de pai-e-filho; outra amiga não sabe mais o que fazer com a insistência indiscreta e indevida de uma ex de seu atual. Outra não agüenta a distância e a saudade do namorado, e quer desistir de seus sonhos na capital. Tenho amiga que sofre de fobia crônica de compromisso. A outra, mudou toda a vida e descobriu que errou, mas não sabe como recomeçar.

 

 

Nenhuma delas está 100% satisfeita. A lista de reclamações é grande.

Mas quando cada uma se escuta, exala-se confiança.

 

 

Ao se ouvir o problema alheio, a sensação é de que os que se vive são menores, corrigíveis. 

 

A dor se transforma em alívio.

 

E eu, que sempre achei que o meu problema era maior que o de cada um, já que era MEU… Vou ter que me reinventar.

Arquivado em: Sem categoria I

1 Comentário »

  1. Comentário por Helen — 14 14UTC março 14UTC 2008 (21:58)

    Pa!!! Bem nessa… quando se escuta o problema dos outros, se percebe d q vc não é a unica que tem problemas. Pena que com as minhas antigas amigas ultimamente nao ta dando p ter esse tipo de conversa.

    Mas quanto a teu problema, te digo uma coisa, se ele errou cm vc uma vez, vc fez certa de botar um ponto final, pois pode ter certeza q ele ia errar de novo…

    Bjaoo tudo de bom p vc
    Seu blog ta show

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