9
de
fevereiro
E agora?

E agora?
E agora você surge como se nada tivesse acontecido, ri como se não tivesse chorado tanto.
Volta como se tivesse chegando de uma breve viagem e abre os braços que desejam encontrar meu abraço.
Espera de mim uma ansiedade de reencontro assim como a sua, que finge esquecer os motivos do nosso sumiço.
Os dias se passaram. Pensamentos vários vieram à mim. Desejei coisas boas e ruins a ti.
Já iniciei as mudanças da minha vida e comigo mesma.
Não esperava esse retorno. Não dessa forma.
Não vieste com um pedido de desculpas. Desembarcou como um continuísta, que só quer saber "onde foi que paramos?" para seguir adiante com a estória.
Eu não! Continuei seguindo os dias, e assim como o calendário, passei por todos eles, sem deixar nenhum em branco! Conheci gente diferente, freqüentei lugares novos.
Chorei o que tive que chorar e me esforcei a rir.
Será que para você nada mudou?
Também tento esquecer as coisas ruins que me acontecem. Mas não por completo. Não posso correr o risco de reviver meus erros sem nenhum aprendizado. Não posso nem me dar a esse luxo.
E agora vem você, contando suas piadas, chamando pelos velhos apelidos, pedindo os mesmos beijos.
Mas as coisas não são tão fáceis. Não há como voltarmos atrás e mudarmos o que aconteceu. Nem como seguirmos em frente e esquecermos as razões que nos trazem aqui, nesta situação.
O mérito agora não é quem está certo ou errado. A questão ultrapassa o simples pergunta x resposta. Muitas coisas devem mudar, e elas nem te dizem mais respeito. A mim também não…
Vamos esperar… ainda é cedo demais. Ou não.

