1
de
fevereiro
Diferentes amores

Sou só eu quem penso que existe amor diferente?
Bom, primeiro explico:
A minha ‘teoria’ é de que nenhum amor é igual ao outro.
Os pais não amam seus filhos da mesma maneira, assim como amor ao pai e à mãe são diferentes.
Talvez não mais ou menos. Nem uma coisa é melhor ou pior que a outra. Nada disso.
Eu só penso que o amor é feito de um monte de coisas, e uma delas é a afinidade. Temos mais afinidade com o pai ou com a mãe, e isso não quer dizer que preferimos um ao outro, apenas que temos mais afinidade com um; o amor é diferente.
Ainda reitero que as afinidades são passageiras. Não. As afinidades mudam conosco e com o tempo.
Tem época de se preferir quem escute, e tem a de preferir quem fale.
Só quis explicar que para mim, nenhum amor é igual ao outro.
Eu amei de formas, intensidades, sabores e entregas diversas.
Meu primeiro amor foi platônico. Amava sozinha, calada e feliz.
Já amei de corpo, alma e coração. Amei só de corpo também.
Amei certezas, amei dúvidas. Amei projeções, atitudes, e amei muito, mas muito mesmo, promessas.
Amei carne-e-osso, amei virtual.
Amei homens bons e outros nem tanto. Homens ruins também.
Mais novos e mais velhos.
E nenhum deles foi igual.
Já amei de ser mãe e de ser filha. Já fui até a irmã que não existia.
Já amei com muita inocência e foi muito diferente de quando amei com desconfiança.
Já amei maternalmente. Daquele amor de cuidar do lar, do almoço e jantar, das roupas limpas e bem passadas. De cuidar da casa arrumada, dos filhos na escola. O cuidar minucioso.
Já amei paternalmente. Amava protegendo. Fazia os roteiros das férias, cuidava dos detalhes, pagava as contas. Amor de pai mesmo, do tipo que cuida da estabilidade, das economias.
(Talvez a mulher ame para dentro e o homem para fora.)
Se me perguntares quem mais amei, não sei responder.
Sei que amei quem nem me lembre mais, diferente de quem me lembre demais.
Não me arrependo de nenhum amor. Por mais frustrante que o desfecho tenha sido, valeu a pena. Em cada amor, por mais breve que foi, fui sempre feliz.
Para mim não há amor sem felicidade e nem felicidade sem amor.

