Amor em pedaços

11

de
janeiro

Quando amamos

 

Quando amamos, amamos de verdade, o que fazemos?
O que nunca fazemos?

O que dizemos e o que nunca podemos dizer?
Quando amamos, qual a hora certa de ligar: antes de dormir ou depois de acordar?

Como queremos ser tratados?
E como tratamos a outra pessoa?

Quando amamos, o que nos incomoda?
Aliás, algo realmente nos incomoda?

Como devemos nos expressar? Quando? Onde?

Quando amamos, assistimos ao nascer do sol ou dormimos abraçadinhos?

Quando amamos, temperamos a comida para mais ou para menos?

Sentimos falta ou excesso?

Queremos mais ou já basta?

Escondemos ou escancaramos?

A gente se lembra ou se esquece?

Quando amamos, a gente é a gente mesmo ou é o outro?

Somos cegos ou enxergamos melhor que ninguém?

Quando amamos, a gente quer ou precisa?

A gente sofre ou é feliz?

E… amar basta?

11

de
janeiro

Saudades perenes

Sou saudosista desde o primeiro dia de minha vida.

Deixo meus pais em casa, e antes de o cadeado fechar, tenho saudade.

Olho para as fotos e recordo momentos e personagens com muita saudade.
O que foi ruim no passado no presente é bom.
O passar do tempo transforma as pessoas.

Não consigo sentir raiva de quem me magoou tempos atrás.
Recordo as coisas boas de uma vivência da imaginação, sem rancor.

O leãozinho nem partiu e já sinto um vazio.
O telefone acalma os ouvidos, nada mais.
O silêncio gera ansiedade e gula.

A chave ainda está na fechadura e a vontade de voltar é imensa.
Não consigo priorizar. Quero todo mundo comigo, o tempo todo.

Calzinha abraça para se despedir e ainda tenho saudades desde a chegada.
Nunca quero ir embora se for para ficar só.

Queria não ter saudade.
Viver sabendo que é tudo efêmero.

A vida não passa.
Eu guardo tudo em mim.

11

de
janeiro

Meu testamento

Um dia perguntei qual a idade/época certa para se fazer um testamento.
Me responderam que eu nada tinha, e portanto, não precisaria me preocupar com isso.

Fiquei pensando em tudo o que eu não tinha, e cheguei à conclusão de que eu tenho sim, muitas coisas a deixar no meu testamento.

E a minha (pequena) coleção de livros? Ainda não li todos, mas escolhi a dedo cada título. Imaginei um enredo com a capa de cada um deles. Por isso talvez nunca leia alguns…
Eles ficariam com qualquer pessoa que preze e valorize a leitura.

Tem também as fotos que carrego comigo. Os álbuns gastos pelo tempo que passo folheando-os, lembrando com saudade de cada pessoa e cada tempo que vivi. Para cada foto, uma experiência. Queria que alguém passasse tanto tempo com elas quanto eu, que tentasse descobrir a situação de cada uma delas.
Que cada personagem da minha vida tivesse uma lembrança consigo, que as fotos se espalhassem por onde andei.

As peças de roupa seriam doadas. Todas. Que quem se interesse faça novas estórias com aqueles pedaços de tecidos. Que use o vestido vermelho para seduzir, que conquiste o namorado com a sandalinha branca, que se esbalde de dançar com o vestido rosa, que vá a qualquer lugar com a calça jeans de lycra, que se proteja do frio com o sobretudo de couro.

Os arquivos do computador seriam apagados, excluídos. Todos. Exceto meus textos. E esses eu daria para minha irmã. Que ela os relesse para rir, chorar ou só lembrar de mim.

Minha DVDoteca seria dada à minha mãe, para que ela pudesse assistir aos filmes, seriados e concertos quando estiver bem velhinha e pouca companhia.

As revistas e anuários seriam do meu pai. Que ele visse as imagens coloridas e diferentes quando a vista estiver cansadinha demais para leituras.

As bijoux e jóias iriam para meus descendentes. Que vendam, guardem ou usem com freqüência, mas que continuem a deixar cada uma delas em suas caixinhas específicas. Que tenham cuidados.

Os badulaques, lembranças de viagens e pelúcias seriam deixados ao meu companheiro. Que ficassem guardados ou expostos, desde que trouxessem boas lembranças minhas.

Ah! Meus diários antigos e outras anotações pessoais merecem o respeito da descrição e privacidade, e portanto, devem ser carbonizados.

O resto, todo o resto, não me importa.
Que fique a critério de cada um.
Lixo, entidade beneficente ou armário.

11

de
janeiro

Quando não se tem o que se quer

É difícil não ter o que se quer, né?
Abrir mão de nada é fácil. O ser humano vive e deseja, é assim, intríseco.

Não digo de bens materiais, não me confundam. Ninguém nunca terá tudo que quer. Seria chato demais.
Eu falo de não ter um abraço apertado que queira acabar com seus problemas, um colo que te desligue do mundo, uma palavra que soe como solução para tudo, um afago qualquer que quase te faça levitar.

Quando não se tem o que traga conforto, fica muito mais difícil olhar pela janela e admirar o céu azul, abrir o diário e relembrar os sentimentos de cada linha daquelas ou até descobrir novos e bons sabores…
Quando não se tem o que se quer nos tornamos duros, frios, calculistas.
Tudo o que nos trazia admiração é enjoativo.

É como se colocássemos óculos escuros permanentes. Não vemos as cores da vida.
Imaginamos um infortúnio destino, um desenrolar sem graça, sem vontade de ser.

Cobramos das pessoas à nossa volta em silêncio. Através de agressões, impaciência e indiferença. Lançamos o código de que não estamos bem, mas ele é indecifrável.
E afinal de contas, Freud diria que essa era a intenção.

Fácil seria pedir ajuda, desabafar, se aconselhar.
Não é isso que se quer. Se quer ações espontâneas, do âmago de quem o faz.

Quando não se tem o que se quer, pode-se fazer!
Tirar os óculos, limpar a casa e se perfumar, estando pronto para o que a vida oferece.
O rio, uma hora, deságua no mar…

11

de
janeiro

À procura do grande amor

Já parou pra pensar quanta gente pede, clama, reza para que encontre um grande - e talvez único - amor?

À minha volta sempre ouço minhas amigas dizerem que procuram O amor. É O amor. Não é UM amor.
Não é aquele amor que depois de pouco tempo se transforma em desculpas para desencontros , não é aquele que se enjoa no primeiro mês, que não resiste a nenhuma distância, que não passa além de uma estação do ano. Esse é o amor passageiro, caso, rolo, affair…

Falam do amor que perdoa, que cuida, protege e faz bem. Falam do amor que traz dependência, que dá orgulho, ciúme, paz, desejo…

Mas será que estão preparadas para o grande amor? Será que avaliam bem que terão que abrir mão de certas coisas?
Será que minhas amigas estão dispostas a ficar mais tempo com o parceiro do que com as amigas? Será qe querem mesmo tratar o amor tão bem, assim como ele os trata? Ou alguém imagina um amor que só dê amor??

Amar é compartilhar.

Será que quando elas falam que procuram um amor levam em consideração tudo a que terão que abdicar? O amor é livre, mas certos hábitos de solteirice têm que ser mudados.

O grande amor exige zêlo, cuidado, respeito.

Elas querem sair do cenário das baladas e curtir filmes em casa? Querem assistir ao jogo do time do amado e perder um capítulo da novela favorita?
Estão dispostas a sair com os amigos dele e se tornarem amigas das namoradas dos amigos deles? Apagarão os telefones dos ‘casos’ passados, sem peso na consciência?

Encontrar o grande amor não é tarefa fácil, exige paciência, amor, e mais que isso: vontade.
Vontade de querer dar certo, vontade de discutir por divergências de opiniões mas saber que dali a pouco um beijo apazigua.

É fácil gritar aos sete ventos a vontade de ter um amor, mas talvez nem todos tenham essa capacidade… Ainda. Podemos ser melhores a cada dia, a cada momento.

Talvez uma melhora seja necessária para que estejamos aptos a encontrar o nosso grande amor.

Espero que minhas amigas façam mais, muito mais que procurar o grande amor.
Afinal de contas, nem se procura por ele…

11

de
janeiro

Procura-se

Cristo Redentor, Rio de Janeiro, Brasil.
Uma das sete maravilhas do Novo Mundo!

Procurava um amigo. Um amigo fiel, de todas e para todas as ocasiões.
Encontrou colegas. Pessoas que não se importavam tanto. Não a ponto de emprestar o cobertor, ceder a casa ou parar o relógio.
Encontros geralmente esporádicos. Antecedidos por desculpas, compromissos em cima de hora, ou doenças mirabolantes.

Queria ter um. Apenas um amigo que fosse carne. Seria, então unha, melhor amigo, alma gêmea!
Os colegas pareciam cada vez mais íntimos. Cada vez mais distantes dele.
Uma amizade se formou. E ele ficou de fora.

Tentou por diversas vezes indicar emprego, uma vaga no estacionamento, apresentar o homem dos sonhos. E tudo isso, para quê?? Ninguém lhe procurava, não lhe pediam conselhos, indicações, receitas.

Tentava entender, mas não compreendia. Julgava ser seu sucesso o impecilho. Talvez os colegas sentissem inveja… Quem sabe?
Poderia ser também o amor-romântico-idealizado-perfeito que mantinha. Ciúmes incontrolável. As pessoas se mostram tão mesquinhas de vez em quando…

Seus motivos torpes o impedia de enxergar a verdade.

Não era o carro, a marca da bolsa ou o seguro-saúde que os afastava.
A vontade de ter amigo era tão grande que não se importava em mentir, deturpar, inventar. Lançar seu veneno em terreno infértil para tal era cometer o suicídio, desfazer-se de seu desejo com maior facilidade, sem arrependimentos ou sentimentos de culpa por parte dos colegas.
Estes, se colocavam em seus lugares. A denominação era importante. Colega. Nada mais que isso. Impossível ir além.

As provas já eram suficientes, mas ainda insistiam no encontro, tentando dar terceiras, quartas e milésimas oportunidades de ver acontecer diferente, acreditando na possível mudança.
Mas não adiantou. A frustrada vontade de ter um fiel amigo se tornou vontade de que ninguém o tivesse. Se ele não poderia ter, ninguém mais teria!

Se esbarrou no laço já firmado. Se esbarrou em sentimentos puros e sinceros. Em cumplicidade, em companheirismo. Se esbarrou na verdadeira amizade. E contra ela…não há quem possa.

Não teve sucesso. E fica a dúvida se tentará novamente.
Como os vilões de histórias em quadrinhos, que sempre voltam. Como o Coringa nos desenhos do Batman.

Oxalá que não tente. E que encontre um verdadeiro amigo.
Que seja, definitivamente, feliz e que suporte presenciar felicidade alheia.

11

de
janeiro

In memoriam

11 de outubro de 1994.
Saio da escola, alguns garotos programando uma briga na esquina, eu como sempre toda serelepe, até que anunciam: "Seus pais vieram te buscar." Eba! Certamente estariam por ali no horário de minha saída, e resolveram me esperar.

Logo que avisto o carro reconheço algo estranho. Não, estranho não. Novo. Me aproximo e vejo uma cadelinha branquinha, medrosa, isolada em seu cantinho. Os outros membros da família eram só sorrisos. Até a mãe, que nunca foi muito de cães…

Em casa nem se via a… Princesa! Esse foi o nome escolhido, por motivos que não fazem mais sentido. No terceiro andar da casa, o animalzinho novo se escondia, se isolava e frustrava meu desejo de ter em um cãozinho meu grande companheiro.

Com o tempo a cadelinha conquistou a todos. Sempre muito quieta, recusava os brinquedinhos que lhe eram oferecidos, mas nos compensava com seu amor incondicional. Animal com amor incondicional? Logo um cão? Que precisa que você o alimente, o trate com mimos, esteja presente…Mas com a Princesa tudo era detalhe. Ela amava nossa companhia, mas nunca se rebelou quando só. No fundo, sabia como era amada por todos. Sabia que nós éramos reféns e dependentes dela mais que o contrário.

Tão linda, tão perfeitinha, que nunca víamos suas necessidades.
Muitos acontecimentos nesses 15 anos de vida parecem lendas, quando expostos. O veneno de rato, o estuprador pintcher, o parto em cima da hora, a cirurgia para retirada do ovário, a bola de tênis na barriga e as ligações de um dia inteiro para a clínica. Sem contar da cegueira momentânea, a disposição em brincar com o Théo repentina, a surdez… E as convulsões.
Mas delas não quero lembrar.

Lembro da minha branquinha de pêlos macios, que a todos, sem exceção encantava. Lembro do dia em que nadou no Rio do Peixe, do dia que fugiu da casa da Renata e foi pra casa, lembro de passear pela Faria Pereira com a coleira vermelha, dos passeios de carro, da visita ao Mineirão, das viagens de taxi…

Lembro de pão molhado no café com leite, da mortadela, do presunto, da carne moída e o queijo, que até não lhe fazia bem…Lembro da sua barriguinha quando tosava: quentinha e macia. Lembro de morder a minha asinha de frango peluda, de seu latido escandaloso quando o rei da casa chegava, de sua espera fiel ao lado da patente, da confiança de se deixar o prato no chão, lembro quando o pão agarrava no céu da boca, quando ela acordava a gente pra ir lá fora fazer xixi. Lembro de sua insistência!

Lembro quando saía da sala assim que um jogo começava e a gente a distraía:"Olha lá o Matheu e a Juliana!", mas ela nunca caía. Lembro do desespero ao ouvir fogos de artifício.

Lembro do desprezo pela Bella, da queda na casa nova, dos lacinhos rosas, da elegância em não ficar ao pé da mesa pedindo, aliada à inteligência do artifício de olhar pedindo. Lembro dos apelidos, dos roncos, de chegar na sala e interromper a atenção de todos, que disputavam por sua preferência. O caminho era certo: um dos pares de sapato.

Cuidar dela foi fácil, e por isso nos sentimos aptos a adotar outro amor de cão.

Tenho muita falta disso tudo. Tenho falta da minha perfeiçãozinha, minha filhinha querida, meu amor eterno.
A maior dor da minha vida foi tê-la perdido. É saber que em casa não terá meu anjinho a me esperar e comemorar a minha chegada.

Que Deus a tenha no melhor lugar do céu. Ela merece.

11

de
janeiro

Melhor não “Te amo”

Hoje as pessoas mal se conhecem umas às outras e já as amam.
Melhores amigas, maiores amantes em um olhar.

Sorriu, soltou a mesma gíria, está com o mesmo corte de cabelo..pronto!
Usa pouco gel, leva flores na visita ou abre a porta do carro… encontrou a alma gêmea!

Não sou assim.
Para ser amigo do peito não basta usar a mesma marca do meu tênis, usar esmalte vermelho ou torcer pelo Cruzeiro.
Para ser meu amor é preciso muito mais que um olhar provocante, um bom perfume ou estar em concordância comigo.

Aos meus amigos, nunca falei "Te amo". Nossas atitudes uns com os outros dizem muito mais que isso. Somos cúmplices de olhares, mais que de palavras.
Para me declarar ao meu amor, tive cautela. Para mim, a expressão é doação, entrega e compromisso.

Sentada numa mesa de bar, com meus amigos, me calo e penso como sou feliz por tê-los em minha vida. Fecho os olhos e agradeço por mantermos nossa amizade longa, que, mesmo à distância, conserva a intimidade e lealdade dos laços que construímos. Sorrio sozinha, enquanto ouço risos e vozes que numa época foram tão comuns, mas agora são raros. São preciosos.
Nunca disse aos meus amigos que os amasse. Talvez devesse. Mas não me sinto em dívida, porque sei que sabem. E eles sabem que eu também sei: a recíproca é verdadeira.

Mas o que percebo hoje é que à primeira vista amizades são construídas. Forjadas, melhor dizendo. Melhor amigo de hoje, melhor amigo do verão, melhor amigo daquela balada, melhor amigo que sentou ao lado. Relações efêmeras, assim como começam, terminam. Meu melhor amigo de hoje é mais bacana do que o de ontem. E como amo!
Quem "Eu te amo" ontem não é o mesmo que "Eu te amo" hoje.

Com meu amor, quando dá carona e o sinal fica vermelho, fico olhando seu perfil, seu modo como segura no volante, como passa as marchas, como olha no retrovisor.
Me busca de pijama, parecendo me provocar. Me sinto especial por ser amada por aquela pessoa. Me sinto melhor ainda por amar quem se importa e cuida tanto de mim. Nessa hora, nem digo nada. Mas sei que o amo. E pelo pijama, sei que ele também.

Conheço quem ame alguém por ter sido gentil ao ceder uma vaga no estacionamento, por buscar em casa ou ligar de vez em quando.
Conheço quem jura morrer de amores por quem contou uma piada engraçada, disse palavras doces ou tocou uma música bonita no violão. Amores perigosos, esses. São idealizados e justificados por quem ama. A pessoa passa a amar alguém que ela inventou, e não aquela que está ao seu lado. Qualquer atitude contrária ao perfil criado é imediatamente justificado pelo amante. Ao amado, nenhuma preocupação, nenhum esforço. É tudo fácil demais.
Quem ama talvez nunca desame, mas quem é amado pode se cansar, querer amar de verdade.

Não consigo dizer "Te amo" sem sentir. Não consigo falar antes de fazer, comigo mesma, um compromisso de alma. Um pacto de aceitação, respeito, carinho, confiança e lealdade. Quando ouço, também quero a atenção merecida à expressão.
Amar não é falar só por falar, não é preencher o silêncio da conversa.
Amar é coisa séria. Amar é mais que uma interjeição como "oi" ou "tchau".
Amar é pra vida toda, seja o que for.

Sou contra a banalização da expressão. Talvez hoje em dia seja melhor nem dizer.
Surte o efeito contrário…

11

de
janeiro

Me reconquiste, por favor!

Me reconquiste, por favor! É só isso que te peço.
Me chame para namorar, elogie a minha aparência, faça mistério sobre seus defeitos, finja que não percebe os meus.
Me convide para um jantar romântico, mas volte para casa me desejando.
Seja brincalhão, tente sempre arrancar uma risada alta. Eu rio de tudo, vai ser fácil.
Queira ligar mil vezes, mas não o faça, tentando não ser disponível demais.
Tente saber o que eu estou pensando. Queira me desvendar, me descobrir!
Mande mensagens em qualquer horário, só para dizer que está pensando em mim.
Não deixe que eu duvide de suas intenções e sentimento, mas não me faça acreditar demais.

Me reconquiste, por favor!
Descubra minha comida preferida, o filme que mais gostei de assistir, como gosto do leite, de qual lado da cama eu durmo.
Me surpreenda contando casos de sua vida, me conte seu maior segredo.
Despeça-se de mim querendo ficar mais, invente uma desculpa e vá.

Me reconquiste, por favor!
Me leve para andar na praça de mão dadas, e sinta minhas mãos tão quentes como o sol.
Me apresente à sua família, deseje conhecer a minha.
Erre o caminho de casa, só para ficar mais tempo comigo.

Me reconquiste, por favor!
Sinta ciúmes, mas não me deixe perceber.
Pergunte como estou me sentindo a todo momento.
Na mesa com seus amigos, me apresente como sua namorada, deixando a timidez ruborizar a sua face.
Se preocupe em me deixar confortável.

Me reconquiste, por favor!
Faça planos comigo, jure cumpri-los um dia.
Me pergunte quem eu quero ser quando crescer, qual meu maior sonho.

Me reconquiste, por favor!
Façamos como no início!
Sejamos cúmplices como agora e atenciosos como antes.

Me reconquiste! E eu prometo ficar.

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