Amor em pedaços

10

de
maio

Esse medo

Tô indo viajar a trabalho, numa empreitada bem bacana. Além da ansiedade e da quantidade de trabalho a fazer, mais a vontade de não errar, somado ao fato de que ainda tenho muita coisa pra fazer e resolver antes de ir, mais o medo de críticas, estou com MEDO.

Medo de tudo isso e por que de lá eu e minha chefe vamos esticar e passar o fim de semana viajando.

 

O programa, que tem tudo pra ser O da minha vida, corre um sério risco de ser frustrante.

Isso porque por mais que eu me dê muito bem com ela, nossos gostos e intenções são diferentes. Eu quero comprar muita coisa, conhecer, visitar, andar com os cabelos ao vento. Ela faz mais a linha horas em museus, dia todo em galerias. Adoro esse programa também, de fato. Mas levando-se em conta a quantidade de possibilidades e o tempo curto na cidade, contento com apenas uma olhadela nesses lugares.

 

Mais que isso: não quero que estejamos lá como chefe e subordinado, porque eu tô gastando até mais do que poderia, realizando sonhos, e minha wish list enfim pode ser atualizada!

 

Não sei o que fazer. Toda vez que a convido a conversar sobre o tema, planejar nossos interesses e programações, não passamos de promessas. Ao mesmo tempo, conhecendo o que conheço dela, penso que estou me preocupando à toa, e que no fundo ela tá com o espírito mais livre que o meu. 

 

Sei que tenho transferido para essa viagem todos os meus desejos e expectativas, mudando o foco de tudo o que tenho que resolver. Voltarei de lá (falo da viagem a trabalho, não a lazer) cheia de dúvidas em relação aos meus projetos. Não penso em nada que não seja isso. Desvirtuei de tudo e todos me preparando para esse desafio, mas a realidade tem a todo momento me chamado a encará-la.

 

O clima lá na empresa é cada dia pior. As pessoas trabalham amarguradas, ansiosas, descontentes.

Aqui em casa tenho visto todo mundo adiar as decisões de suas vidas também.

Minhas amigas tem vivido grandes frustrações.

O ex aparece e até hoje não corri com ele pra longe.

 

 

A hora é de preparar. Para tudo o que vier, para tudo de bom que me espera e para saber lidar com o que não sair como no script. E que seja bem. Que seja bom a todos!

8

de
março

Tempo tanto tempo tanto…

Tenho estado muito ausente porque não tenho sabido administrar meu tempo.

Também porque o Terra mudou todo o layout dos blogs e ficou péssimo!

 

Descobri que tenho dificuldades com mudanças. E olha que quem fala é uma pessoa que já morou em mais de 9 cidades.

 

Um dia apareço por aqui, sem demora, espero.

21

de
dezembro

Coisinhas de fim de ano

Uma amiga mandou como e-mail, mas me deu um déjà vu e vi que já tinha visto antes, no blog de uma amiga. Bom… estou atrasada, mas lá vou eu responder também.

COMPLETE:

- Eu tenho: uma família linda, saúde, amigos maravilhosos, joanete, dor de garganta e pouco ânimo.

- Eu desejo: conhecer gente diferente, gente de bem com a vida, com boas intenções e com muita disposição!

- Eu escuto: todo mundo ou ninguém. Depends…

- Eu tenho medo de: perder minha família.

- Eu não estou: com saco pra muita coisa e pra muita gente.

- Eu estou: com dor de garganta e com vontade de ir pruma praia deserta com um cara muito charmoso que ronda meus pensamentos.

- Eu perco: a hora certa de ficar calada. Sempre!       

- Eu preciso: controlar minhas despesas e receitas.

- Me dói: morar longe dos meus pais e perder grandes momentos da nossa convivência.

 
SIM OU NÃO?


- Tem um diário? Não… Já tive muito, mas cansei.

- Gosta de cozinhar? Gosto só quando quero, e não quando preciso.

- Gosta de tempestades? Morro de medo.

- Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? De certo sim, não sei. Deveria ter mais.

- Acredita no amor? Demais da conta! Por mais difícil que as coisas pareçam, sempre acredito.

- Toma banho todos os dias? Não consigo não tomar! Antes de sair de casa e antes de dormir!

- Quer casar? Já quis, já deixei de querer… Não sei. Indefinido

- Quer ter filhos? Já quis, já deixei de querer… Não sei também.

 

QUEM É?


- Amigo estranho: Nossa! Adoro gente estranha! Tem o Bruno, tem a Patty, a Ana’s…    

- Amigo mais chato: Definitivamente, a Pry! Chata não, sistemática!

- Amigo que te conhece melhor: minha mãe, minha irmã… com quem eu convivo mais.

- Amigo escroto: não tô me lembrando aqui…

- Amigo galinha: lista grande

- Amiga irmã: Ana’s, Manuzinha, Dani.

- Amigo irmão: Conry

- Amigo pentelho: lista grande 2

- Amigo pra todas horas: Dani, Syl

 


QUAL É?


- A frase que mais usa no msn: Uso poucas frases atualmente, mas já repeti algumas vezes a do Crapinejar que é: “Palavras são destinos…”    

- Sua banda favorita: tenho algumas várias.

- Seu maior desejo: viajar pelo mundo todo e conhecer muita gente diferente.

- 3 Lugares estranhos que vc transaria: estranho? Sei não, e se soubesse não contaria.

 
OUTRAS PERGUNTAS


- Signo: Touro 

- Cor dos olhos: castanho-escuro

- Número favorito: 07

- Dia favorito: sábado

- Mês favorito: maio

- Estação do ano favorita: a que não chove e faz sol      

- Café ou chá? Café, sempre! Todo dia e toda hora.
VOCÊ


- Tem problemas de auto estima: Tenho sempre, cada hora um problema.

- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: depende. Até porque não me atrai “alguém muito gato”.

- Cuidaria de amigos bêbados: sempre cuido. De amigas, de namorado… e tê me cansando. Se não sabe beber, eu é quem vou ensinar? E por sinal, quer aprender??     

- Dá toko sem problema nenhum: Tem dias que morro de pena do sujeito, mas… f…-se!
NAS ÚLTIMAS 24HS VC:

- Chorou? Não.

- Ajudou alguém? Ajudei a copeira da empresa.

- Ficou doente? Estou.

- Disse “te amo”? Disse. Minha mãe é linda e merece escutar todos os dias.

- Escreveu uma carta? Um e-mail pro meu chefe que é uma pessoa linda.

- Falou com alguém? O tempo todo.   

- Teve uma conversa séria? Tô precisando, mas tenho pensando muito antes disso.    

- Perdeu alguém? Não.

- Abraçou alguém? Sim, minha irmã hoje quando acordei.

- Brigou com algum parente? Nunca brigo, mas conto até mil muitas vezes.

- Brigou com algum amigo? Não.
ALGUMA VEZ VC PODERIA:


- Beijar alguém do mesmo sexo? Não.

- Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Não.

- Saltar de paraquedas? Adoraria!!

- Cantar em um karaoke? Neeeeem…..

- Ser vegetariano? Não conseguiria…Amo carne.

- Se embebedar? Já fiz muito, hoje não tenho mais essa vontade. Se der também, não vejo problema nenhum.

- Roubar uma loja? Não.

- Se maquiar em público? Claro que sim! Sem nenhum problema!

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16

de
novembro

O que faltava

Imagem de Soraia A Guedes

 

Saiu de casa com a certeza de que voltaria com tudo diferente. Talvez porque tivesse decidido que aquela estorinha enfim, devesse ter seu fim, talvez porque sentia que alguma coisa estava por vir.

Aquela máxima de nada acontece por acaso era seu slogan.

Casa-aeroporto-aeroporto-hotel. Foi o máximo que se permitiu para chorar pelas circunstâncias do dia. Depois dali, só aceitaria o que lhe fizesse bem.

Trabalho, muito trabalho era o que ela tinha pela frente. Ansiedade, preocupação, solução de pendências e problemas do tal evento. Fora isso, qualquer outra coisa não ocupava nem 5 minutos de sua atenção.

Saíram para divertir. Ela e os colegas de trabalho, mais alguns poucos convidados. Riu, contou estórias, ouviu outras, bebeu só dois chopes e foram embora. No carro cheio, de volta ao hotel, parecia dopada, pois só conseguia prestar atenção no que sentia quando se esbarrava no rapaz ao lado. Entre freadas e aceleradas, seu corpo tremia e ela sorria, sozinha, por redescobrir o desejo. Estava feliz.

Devemos dizer talvez o quanto essa atitude é juvenil, mas acho que para ela qualquer consideração não vai servir de nada.

Chegou e dormiu sorrindo. Sua colega de quarto devia ter estranhado, mas não disse nada no outro dia.

Trabalhou muito todos os dias, exauriu-se. Acordava cedo e dormia tarde, mas estava sempre com sorriso na cara. Ninguém podia imaginar, mas o trabalho dentro dela era ainda maior.

Via sempre o rapaz, que a cumprimentava efusivamente. Ela se esforçava para que não transparecesse seu interesse.

Até que um dia quebrou o protocolo. Aceitou o convite para jantarem.

Ela e ele.

Não estava mais preocupada, achava sim, que merecia, que precisava daquilo.

Tomou banho demorado, usou sua melhor roupa da mala, se pintou, se perfumou. Fez caras e bocas em frente ao espelho e saiu.

Riram, jantaram e conversaram muito. Ocasionalmente, um encostava no outro, pela necessidade do encontro das peles. Ele surpreendeu e a ofereceu uma garfada de polenta. Ela se desviou e justificou que não gostava de polenta.

Se arrependeria mais tarde, depois que percebesse que afinal de contas, uma garfada de polenta não devia matar ninguém.

A conta já tinha sido paga, mas nada ainda tinha acontecido. Ela, que não era boba nem nada, convidou-o para esticar a noite num lugar onde pudessem dançar.

E lá estavam eles, rindo ainda mais. Tinham entrado sem fila, foram tidos como gringos e estavam na melhor mesa da casa…

Falaram dos seus filmes prediletos, e conversaram mais ainda, sobre tudo e poucas coisas. Até que ela decidiu que já estava na hora.

Mas ele deve ter percebido, porque imediatamente avançou, ela não recusou,e se beijaram efusivamente. O beijo era dos melhores. Foi esperado, desejado e cumpria perfeitamente sua função de divisor de águas. Se beijaram mais e mais, cada vez mais demorado.

Não sabia se já tinha passado uma música, mais, menos, não importava! Sabia que as coisas já não eram mais como antes. E isso basta.

4

de
outubro

Corazón

 

Tem vezes que acho que a culpa de tudo é minha.

Questiono os porquês de não me liberar mais, não levar tudo mais na boa, de brincadeirinha.

 

Uma amiga liga e, pela terceira vez na semana, está apaixonada.

Rio de seus casos, mas não estou nem perto de ser assim.

 

Do mesmo jeito que demoro a me apaixonar, demoro a desapaixonar.

Levo, desde o começo, tudo muito a sério.

 

O que é para não ser - porque muitas dessas coisas e pessoas não são para ser levadas - ou o que tem jeito de futuro, comigo é tratado da mesma forma.

 

Agora estou aqui, pensando num ‘DonJuan’ que mexeu comigo.

Pensando em alguém que esbanja charme e conquistas. Que inclusive, fala delas com muita naturalidade a qualquer uma, mesmo pretendente.

 

Nunca falei aqui, mas meu calcanhar de Aquiles é meu jeito muito sério de encarar tudo.

Levo tudo muito a sério.

Trabalho, comportamento, amizades, amores.

Uma vez me disseram que eu podia "ser menos" que todos iriam gostar de mim. Entendi a análise: tento ser muito para ser aceita. E reconhecida.

Mas será que meu inconsciente é mesmo tão burro? Se só entre quatro paredes eu me cobro atitudes mais condizentes com a minha idade, como chutar o balde para muitas coisas, como saber reconhecer a desimportância de outras.

 

Nunca tive um histórico de loucuras, de aventuras impublicáveis. Mas porque elas não me interessam.

Então, o buraco é mais embaixo, caro Freud. Não é só ir lá e fazer. É fazer sem ter peso na consciência depois.

Eu não pago para ver, tenho medo da prestação de contas.

 

 

Mas com essa ‘experiência’ toda, cá estou, caída de amores por um cara que mora há milhares de léguas daqui. Com uma realidade totalmente diferente da minha e outro tipo de intenção.

 

O pior é que já vi esse filme.

 

E mesmo assim nada muda.

Só de escrever e pensar, tremo toda com uma vontade enorme de largar tudo pelo menos por um fim de semana.

(mas não tenho tempo, e "tempo é dinheiro", rs)

 

Sei como é fácil e simples falar, e como é mais ainda, estando tão longe.

Se não conhece uma adolescente em plena crise, prazer, agora sou eu!

 

Pára tudo e deixa eu descer! Que ridícula que estou sendo, alimentando esperanças e compromissos furados ou é isso mesmo, viva a vida com intensidade?

 

Me jogo de cabeça nesse pseudo-e-virtual encontro ou me atenho à realidade dos fatos, preservando minha consciência?

 

Abro o jogo e me posiciono ou deixo ser mais uma na extensa lista de pretendentes?

 

Ai!! Que ridícula!!

 

 

 

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6

de
setembro

Desventuras de uma solteira - Parte II

Estava eu em outro lugar bacanudo - mais que o anterior.

 

Dançando horrroooores com uma amiga (a única companhia animada e divertida que me restou, das amigas que estão mais com o pé no altar que na pista de dança) e se aproxima um rapaz.

 

Conta que tem 28 anos e que é Promotor (?? ou Procurador, não sei) Federal. Beleza. Parabéns.

Conta ainda que é da Bahia e que morou em Porto Alegre - relevei.

 

Conversamos um pouco, eu sempre mal humorada "por favor, conversa sem encostar" até que me soltei e o papo rendeu.

 

Até que minha amiga avisa que quer embora. Eu também quero, mas vamos em taxi’s separados - coisas da Lei Seca.

 

O rapaz me acompanha, pega o taxi comigo e é super educado. Me deixa em casa e combinamos uma saída qualquer dia.

 

Semana passa e ele me liga, numa quinta, oito da noite:

 

 - Vamos sair? Tava pensando num jantar e cineminha.

 - Não, hoje não dá. Já tá em cima da hora, tô saindo do trabalho… Amanhã pode ser. Ok. Mas liga com antecedência, hein?

(rimos)

 

No outro dia não liga.

 

No sábado liga e marcamos enfim, o cinema.

 

Não é que o sujeito me espera na garagem do meu prédio?

(perdeu ponto - achei invasivo demais prum primeiro encontro)

 

O porteiro deixou "meu namorado" entrar.

(perdeu ponto - foi o que ele disse ao porteiro)

 

Na fila do cinema, vem todo afoito me beijar. (detalhe: MUITO afoito)

(perdeu ponto - não gosto de manifestações explícitas-públicas.)

Escolhemos um filme bem ruinzinho, mas o que tinha no horário.

 

- Ah! Um casal de amigos estão aqui no shopping também. Você se importa de assistirem ao filme conosco?

- Hãn?? Não.

(perdeu ponto - Tá. Primeiro encontro acho eu que deveria ser entre o casal. Mas… relevei e tentei entender)

 

No cinema, deu umas cochiladas durante o filme - que era ruim mesmo.

(perdeu ponto - eu também estava com sono. Pensar na primeira impressão é importante, não?)

 

Me deixou em casa e me chamou de "MINHA COISA MAIS LINDA".

(zerou o saldo)

 

 

Fui chata. Reconheço. Mas ele não ajudou em nada!

 

Fora que nem te conto que se sentou no meu colo em pensamento…

(não. A mãe dele)

31

de
agosto

A minha irmã

Imagem de Soraia A Guedes

 

 

Coisa que me tira do sério é ingratidão.

Faço exercício diário de tentar entender as pessoas e os motivos de suas atitudes.

Relevo grandes equívocos porque sou a favor da compreensão – e sei que ninguém é perfeito.

Mas me tira do prumo a tal da ingratidão.

Não acho que ninguém tem uma “dívida” a se pagar, mas acho o reconhecimento um gesto nobre.
Nem que seja: “sei que fez por mim, mas não posso fazer o mesmo por você.”

Perco meu humor com ingratidão.
Até hoje não consegui justificá-la.

Fiz um monte por ela. Já assinei confissão que não era minha e falei de boca fechada.

Levantei bandeira, justifiquei erros.

Fiz sem cobrar nada em troca. Fiz porque quis.

Não quis “muito obrigada” e não quis que fizesse o mesmo.

Mas um belo dia, sem nada mais a falar, ela foi ingrata.
Cobrou meu reconhecimento.
Disse que eu nunca abri a boca para elogia-la.
Chacoteou minha personalidade.

O dia ficou marcado.

Falou porque queria platéia. Falou porque quis descontar em alguém o que tinha escutado.

Virou-se para o lado e só viu a mim.
(mal sabia porque era eu quem estava do seu lado)

Cega, cuspiu o que o ouviu.

Eu não tenho tolerância a ingratidão.

Tentei justificar para mim o que tinha acontecido. Não consegui.
Não consigo com esse sentimento.

Descobri que tudo o que eu fiz eu quis o reconhecimento do companheirismo.

Uma vez a mãe de uma amiga me disse que quando não há companheirismo, não dá.
Acho que ela está certa.

Até hoje não deu mais.

31

de
agosto

Desventuras de uma solteira - Parte I

Estava num lugar bem bacana, quando conheci um cara totalmente bem diferente de mim. Gostos e atividades opostas, mas o rapaz foi simpático, educado, e certa hora até surpreendente.

Dei meu número (certo) de telefone e ficamos de nos falar depois, porque eu já estava de saída.

Dia seguinte … nada!

Dias seguintes … nada!

Duas semanas e meia depois…

Ele: - Alô? Danizinhaa? (rsrs)

- Sim, quem é?

- A gente se conheceu no lugar X, lembra? E qual é o meu nome?

- Ah, sim, claro. Hum… Daniel?

- Não, Wagner! Mas então tá. Agora vou ‘te tirar’. Só lembro seu nome porque estava anotado no meu celular, tá? (irônico)

Eu: - Ah! Ganhou! Ponto prá você! (cansada e mais irônica ainda)

Ele: - Hã???

Nem preciso falar que não foi longe. Não passou de convites negados.

Preguiça de homem que não faz o que quer e o que tem vontade. Preguiça de quem faz joguinho. Preguiça de homem que liga anos-luz depois porque tem medo que a mulher cole no pé.
Preguiça!

E depois disso ainda tenho que seguir adiante, tentar de novo.
Difícil…

17

de
agosto

Tá certa

Imagem de Soraia Guedes

 

 

As pessoas que me conhecem não sabem desse blog.

Há uma a quem contei e por me conhecer, vai logo dando suas opiniões.

 

Adoro comentários. Às vezes posso querer discordar de alguma coisa, mas sempre paro e penso na possibilidade de ser verdade.

 

Pois bem, há tempos venho ouvindo, aliás, lendo: "Larga essa sacola".

E não é essa uma verdade absoluta?

 

Desde que eu e a pessoa em questão (repetidamente) não estamos mais juntos (e talvez um dia eu conte aqui tudo o que se passou), vivi uma novela mexicana. Fui jogada no picadeiro de um circo, sem querer estar lá.

Para piorar, sabe quando você conta uma história (totalmente surreal) a uma pessoa, e de repente percebe nela aquela cara :"tá bom, agora conta a verdade que nisso eu não acredito"???

Ainda fico com cara de idiota quando me dá vontade de contar o que aconteceu.

 

 

Vivi muitos momentos bons. Vivi sentimentos nobres como carinho, zelo, cuidado, amor, respeito. Conheci lugares bonitos, comi pratos diferentes.

 

Mas pera lá! Conheci pessoas superficiais, fantasiosas, egocêntricas. Vivi o lado podre do poder, o lado mesquinho e descontrolado.

 

Com meu relacionamento, aprendi a não mais temer me entregar.

Me entreguei e não me arrependi. Confessava o amor e não tinha medo que no outro dia as coisas fossem diferentes. Aprendi a me posicionar, a dar minha opinião (mais do que devia, muitas vezes) sem vergonha e a decidir.

 

Mas se antes eu pecava em ceder demais, em querer agradar em excesso, hoje volto com outros traumas.

Tenho necessidade de provar que sou uma pessoa boa, que tenho uma família muito estruturada, que embora não conviva todos os dias comigo, me educou com valores nobres, inegociáveis.

 

 

Passei por muitos bons momentos, mas sou nova, sei que vou passar por vários outros. Melhores, mais intensos.

 

 

Vivi com uma pessoa gentil. Carismática, encantadora. Sabe o tipo de pessoa que sem esforço, cativa todo mundo?

 

Mas com muita dependência de aceitação. Com necessidade de elogios, de reconhecimento. Que é totalmente dependente da família e não faz nada para mudar. Que prefere ser tida ainda como irresponsável e imatura a perder as regalias e mimos de um adolescente.

 

 

Então, depois de tanto tempo, tenho mesmo é que largar de ser sacola.

Sacola chata, enjoativa, repetitiva, pesada e sem alça.

 

 

Sair da toca, conhecer gente nova, sem procurar defeitos ou semelhanças. Sair com a proposta de se divertir, de ser feliz. De continuar a vida, porque ela não pára.

 

 

E pra piorar / melhorar , vem uma princesinha linda, de sete anos, que no meio de uma conversa sobre cetiscismo e contos de amor, solta: "amor é ser feliz".

 

 

Aí já não há mais argumentos. 

 

 

É hora de largar a sacola e amar. Amar muito, cada dia mais e melhor. 

 

Como se ontem e amanhã não existissem.

Não é assim que deve ser?

 

15

de
agosto

MUITO NERVOSA COM ESSE BLOG DO TERRA!!

 

PERDI DOIS POSTS!!!

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