Amor em pedaços

24

de
outubro

Do sul-africano

Tem sido dificil.

No inicio significava muito. Era a pessoa com quem eu queria ficar. Dai, com o tempo e os “nao posso” (vindos dele), tornou-se uma boa lembranca, que ainda dava uma vontadezinha, va la. Mas ai, com esse sentimento de ’se nao for agora, nao sera nunca mais’, voltamos a nos falar e a programar viagens e encontros.

 

Nao brinquei. Me joguei. Disse ‘sim’ ao convite e la fomos nos, acampar. Programa esse que nao tem muito a ver comigo, mas estava disposta a descobrir o que tanto ele falava. Andamos muito. Muito. O tempo estava horrivel e eu era so sorrisos - afinal de contas era uma experiencia e estar com ele de novo era bom demais. Dormimos numa barraca. Ele dormiu. Eu nao piscava. Era frio, o vento era descomunal e o modo como ele me abracava era bom demais pra perder a lucidez e deixar de aproveitar.

 

Na semana seguinte, tive grandes boas recordacoes, sempre sendo ‘lembrada’ por mensagens carinhosas.

 

Mas como sempre, como era habitual vindo dessa “relacao”, no fds ele nao estava disponivel e adiamos para o seguinte. (sempre adiando)

As mensagens cessaram e entao, com a decisao de ir embora em breve, o (re)encontro aconteceu. Confesso que fiz todas as vezes da casa. O lugar era lindo, mas colado onde ele morava. Eu peguei um onibus, underground e fui.

 

A conversa foi franca - da minha parte. Disse que o achava estranho, que tinha gostado dele, que tinha sofrido a distancia. Ele disse que eu era o melhor que tinha acontecido no ano, que iria me visitar no meu pais, que nossa estoria nao acabaria no meu embarque.

A noite foi otima.

 

No outro dia, cafe da manha com o casal de amigos. Magico.

De repente, ele se levantou e foi checar os horarios do meu onibus de volta. Disse que teria um proximo em uma hora. Estava deixando claro que o dia tinha ali se encerrado. Eu soltei uma grande gargalhada e disse que tinha planos na cidade. Risada forcada.

A noite recebo a mensagem “queria que o fds fosse maior e pudesse ficar mais com voce”.

Nao, me desculpa. Voce nao queria. Voce poderia ter mais tempo comigo mas nao teve.

 

Percebo entao que e tudo perda de tempo e o melhor e seguir adiante com a vida que disseram que nao pode parar.

 

Mas ainda me questiono. Como estupida que sou, uso os bons exemplos e o lindo discurso como justificativas para o comportamento. Mas eu sei, e esta claro que eh desinteresse pura e unicamente.

Esta claro desde que ele sumiu, desde que tinha tantos eventos e tanto compromisso com o trabalho nos fds, esta claro desde que tentou antecipar minha volta, desde que nao manda noticias, desde que sentou-se na minha frente naquele bar (e nao ao meu lado).

Esta tudo muito claro, mas eu ainda penso nele. Ainda sinto falta e ainda… (que vergonha de admitir) vejo nos dois juntos. Ainda me prendo ao seus habitos, seu pais, suas manias.

 

E dai, com o outro querendo se mudar para o meu pais pra tentar algo comigo, fica ainda mais claro que quando a gente quer mesmo, a gente faz.

Dai nao tem foco na carreira, comprometimento com o trabalho, falta de tempo ou de dinheiro que justifique nada. Ta la um exemplo de quem quando quer, faz. Ta ali, bem na minha frente, berrando nos meus ouvidos.

E eu nessa, de insistir em tentar entender.

 

PS: Sem nenhum acento por motivos de forca maior.

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17

de
maio

Sexta-feira

Rachel J Photography

 

 

O namoro já não estava lá essas coisas. Ele ligou e disse que naquela noite de sexta-feira sairia com os amigos. Pra ela era um alívio. Não teria que dar desculpa nenhuma para também sair com suas amigas, assim como combinado havia semanas.

 

No bar reencontrou outro. Ele, que sempre quis estar com ela mas que nunca tinham tido uma real oportunidade – sempre estavam em outros relacionamentos.

 

Ele se aproximou, perguntou da vida e sorriu quando ela disse que estava solteira.

 

 

Trocaram algumas breves palavras, trocaram os telefones. Naquele mesmo dia ele ligou,  apenas pra dizer como foi bom tê-la  reencontrado.

 

No dia seguinte o namorado contou como a festa com os amigos havia sido boa e ela esboçou um sorriso. Não se importava.

 

 

Passaram a semana como dois estranhos que tentavam reconstruir uma relação já em ruínas. Provavelmente ambos estivessem questionando os por quês.

 

 

Na outra sexta-feira o namorado ligou se desculpando de outra ausência, que dessa vez era inevitável. Jantar com clientes.

Ela aceitou as desculpas e esboçou um sorriso. Não se importava.

 

 

Mais uma vez seu telefone tocou e era ele, a convidando pra sair. Ela aceitou, planejaram horário e lugar. Horas depois mandou uma mensagem desistindo. Não teve coragem de ligar. Ela sabia. Sabia que se saísse com ele colocaria tudo a perder, inclusive tudo que já estava perdido.

 

Ele não aceitou as desculpas e estava lá, a esperando, no horário combinado.

Sua determinação era algo que a encantava. Havia se esquecido que aquilo pudesse existir.

O primeiro lugar que ele sugeriu foi o mesmo do jantar de negócios.

Ela deu o seu jeito.

 

Minutos depois estavam os dois dividindo uma refeição, uma garrafa de vinho tinto e um papo bacana.

Ele a convidou para o seu apartamento. Ela tentou negar. Já era demais e todos ali sabiam onde poderiam chegar, mas afinal de contas, não tem que ser assim tão óbvio.

 

No apartamento abriram outra garrafa de vinho e dançaram ao som de Pink Floyd, assistidos pela enorme vista da cidade. Apertaram-se um contra outro e beijaram-se. Beijaram-se como se desejassem recuperar o tempo perdido de não estarem juntos.

Beijaram-se profunda e loucamente, desejando serem um só, não querendo que a noite acabasse ali. Mas acabou, ela foi pra casa e no dia seguinte, com o namorado, disse que não queria mais.

Disse com toda a determinação que tinha esquecido possuir, afinal de contas, muita coisa havia mudado desde sexta-feira.

17

de
maio

Quando se confia demais

 

Era pra ser diferente. Era pra se ter menos expectativa, pra encarar como algo temporário, mas que ainda assim pudesse ser bom. Era pra eu ter começado a entender as coisas, afinal de contas a idade (e esperava-se, a maturidade também) já deveriam fazer alguma diferença.

 

Mas não foi o que aconteceu.

 

Ainda que com toda diferença geográfica, cultural e de comunicação, tive certeza de que pudesse ser diferente.

 

Cogitei ter um amor além dos limites de onde a minha imaginação um dia ousou chegar. Vi que deveria me abrir, afinal de contas, o amor poderia sim, acontecer a qualquer hora e em qualquer momento.

 

Me vi disposta a pagar pra ver, ainda que não fosse a alternativa mais fácil ou mais plausível. Mas falando em amor, o que e fácil ou o que deve ser?

 

O momento era de outras grandes prioridades, mas tudo estava acontecendo duvidando da impossibilidade dos contos de fadas da vida real.

 

 

Tudo parecia seguir a contento do coração e desafiando o destino, mostrando que não havia mais escolha.

 

 

Mas nas relações não se pode acreditar nem em contos de fadas imperfeitos, porque mesmo na ficção eles não existem.

Então, o que era extrema educação e polidez ingleses se tornaram amontoados de desculpas e um comodismo que eu pensava ter encontrado suficiente em outro relacionamento.

 

 

O castelo ruiu, desabou. Assim como parte de mim, por ter mais uma vez confiado que coisas muito boas podem acontecer ainda que num curto espaço de tempo, ainda que se tenha que doar tanto, ainda que se tenha que desafazer de tantas coisas, ainda que.

 

Hoje estou no país estranho, ainda com novas amizades, novas experiências, cultivando novos hábitos, nova língua e a mesma armadilha.

A mesma de sempre.

 

 

11

de
maio

    I Like this quote I dislike this quoteFind a guy who calls you beautiful instead of hot, who calls you back when you hang up on him, who will lie under the stars and listen to your heartbeat, or will stay awake just to watch you sleep… wait for the boy who kisses your forehead, who wants to show you off to the world when you are in sweats, who holds your hand in front of his friends, who thinks you’re just as pretty without makeup on. One who is constantly reminding you of how much he cares and how lucky his is to have you…. The one who turns to his friends and says, ‘that’s her.’

11

de
janeiro

Conversa com Danuza

Imagem de Soraia Guedes

Não é mera coincidência, mas esse texto da Danuza Leão na revista CLAUDIA desse mês merecia seu lugar aqui…

“Aproveite, o verão está aí. Agora que o verão começou, é hora de sacudir as tristezas e ir à luta. À luta e à praia. Afinal, não há quase nada que o sol e um mergulho não curem. E a estação combina com alegria e divertimento. Abra uma janela em sua vida e vá em frente. Há quanto tempo não faz isso? Lembra daquele dia em que ficou na dúvida se ia ou não à festa, e preferiu ficar em casa só de preguiça, sobretudo por já ter ido a tantas festas e não ter acontecido nada de excepcional (quer dizer, nada que tenha compensado ter posto um salto alto, passado um batom e um rímel e tirado o carro da garagem)? Pois fez mal. Faça como as cigarras: como é verão, cante.

Para começar, é preciso sair de casa. Se não tiver o que fazer, dê uma volta no quarteirão, vá comprar um sabonete, tome um guaraná na lanchonete, invente qualquer coisa, mas rua. Estando de bom humor, brilhante, cheirosa e charmosa, vai estar bonita, e muitas coisas podem acontecer: um trabalho interessante, um amigo novo, um convite para tomar um sorvete, até um louco amor de verão. Nada mal, hein? Essa história de virar zen com um mundo tão interessante em volta, francamente, é um desperdício. Apresse-se: você está na melhor fase de sua vida e não me venha com papo de idade, nada de ficar pensando no passado.

Qual a melhor coisa que poderia acontecer se ficar em casa? A não ser que você esteja escrevendo uma tese, nada. E se seu problema for daqueles gravíssimos, tipo estar esperando um telefonema, também não é desculpa: tem o celular, que aliás só foi inventado para isso (por falar em celular, ele ajuda ou atrapalha os que traem? Deve ajudar, pois quem está num motel vai poder atender o telefone e dizer um monte de mentiras sem que o outro desconfie de nada; bem conveniente, esse tal de celular). O Carnaval está chegando e nem pensar em se trancar no sítio dos amigos ou fazer retiro espiritual. Para isso vai ter tempo de sobra, deppois que completar os 90. Isso se não tiver um espírito jovem, bem entendido.

Olhe-se no espelho e observe o que tem de melhor, para se exibir bastante. São as pernas, o decote ou os dois? No lugar de comprar dólares para o futuro, invista em você mesma, nem vai custar tão caro assim. Qualquer pedacinho de lamê e três plumas fazem a festa; o mundo é todo seu, aproveite. Aceite todos os convites, não selecione muito. No verão é assim, vale quase tudo. Avise àquele casal tão simpático, tão calmo, e com quem você gosta tanto de conversar sobre a vida, que só vai vê-los depois da Páscoa (se houvesse amizades de verão e de inverno, eles seguramente estariam no segundo grupo). Se enturme com os amigos descasados. Peça uns dias de folga, compre um protetor solar e chore muito pela ginástica que deixou de fazer por preguiça.

Tire férias de todo esse tempo que passou querendo compreender o sentido das coisas. Elas não têm o menor sentido. Peça àquela colega de trabalho que sempre pareceu leviana e superficial para arranjar um lugar para você sair na ala das desfrutáveis da escola de samba, e vá a todos os ensaios. Tem que saber o samba, para cair de boca na avenida. O que quer dizer isso, exatamente? Ah, isso é você quem sabe. Ser séria é muito bom, mas tem hora. E essa hora começa só lá pra maio.”

11

de
janeiro

Sobre autoria

Meus queridos (e parcos) leitores, eu realmente fico muito feliz quando tem comentários dos textos na minha caixa de entrada. Primeiro, como todo mundo já sabe, porque eu não ‘divulgo’ meu blog. Segundo, e muito importante, porque me sinto lisonjeada e feliz, por saber que o que eu sinto - e como me sinto - é comum para algumas pessoas.

Isso, sem contar na melhor parte : de quem me escreve /escrevia sempre, das palavras incentivadoras, conselhos e experiências trocadas.

Quando, há muuuuito tempo, fiz um blog - no blogspot, se não me engano - eu queria era dividir com amigos que moravam longe tudo o que eu vivia. Mas o tempo foi passando, gostei mais do que o previsto e passei a usar para dialogar (?) com o desconhecido. Me transporto a um lugar meu, onde misturo verdade e ficção, amores e desamores e compartilho com esse mundo novo.

Dias atrás me deparei com dois textos meus em outros blogs e, antes de adorar a ideia, vi que estavam postos de forma a levar a crer que haviam sido escritos por aquelas pessoas.

Fiquei pensando nisso… Coloco meus textos aqui pra que leiam, se manifestem ou não. Coloco pelos motivos todos já listados.

Bom, o sentimento foi estranho. Por isso estou aqui.

Fiquei pensando se isso tudo, no final das contas, era algo bom ou ruim. Aí me dei conta de que é ruim. Que é mais uma vez (alguns de) nós nos apropriando de algo que não nos pertence. (Bom, não vou divagar mais senão vou longe.)

Sei que quero transparência no que eu receber, e por isso hei de fazer a minha parte. Quando ler um email com textos de Martha Medeiros, Nelson Motta, Pedro Bial ou Rubem Alves quero acreditar que quem me mandou teve o cuidado que eu tive. E foi a minha lição da semana passada: o que o outro faz importa a ele, mas eu vou fazer o certo, independentemente do outro.

Não quero os créditos no final, com endereço e link pro Amor em Pedaços. Pediria apenas aspas.

24

de
agosto

O que não quero

Não quero que se declare de supetão, como se não tivesse digerido suas palavras, ou para quebrar o silêncio.

Não quero que rompa com amigos ou família, como se não houvesse mais ninguém no mundo.

Não quero que mude suas opiniões para as minhas

Só quero que não faça joguinhos

Só quero que se expresse sem medo de parecer de mais - ou de menos

Tudo o que é racionalizado não é espontâneo

Sentimentos não são pensamentos, o próprio nome já diz

Palavras não são atitudes

Quero sentimentos sentidos, vividos, experimentados

Se for amor, bem vindo o amor!
E se não for, bem vinda a amizade!

Quero conhecer os seus
Quero que conheça os meus
Quero você com os seus, e eu com os meus

Quero opinião formada, cabeça feita
Quero outro ponto de vista
Quero persuasão, desentendimento, concordância e não

Quero falas, mais que palavras
Quero real, e não virtual

Não quero promessas, não quero palavras, nem juras
Não quero frases feitas
Não quero olhar 43

Não quero muito
Não quero pouco

Só não quero você aí
E eu aqui

16

de
agosto

Apaixonar-se

Dia desses, ouvindo trilha sonora francesa com meu amigo mais culturalizado, paramos numa música (que não me recordo o nome) de Carla Bruni. Melodia gostosa, sonoridade da língua sem comentários, mas ao ser apresentada com sua tradução, morri de amores.

 

Isso tudo porque ela cantarolava que queria um amor de tempos em tempos. Nada permanente ou eterno. Pelo contrário. Perecível, substituível.

 

 

Hoje a vontade é de sentir-me como uma garota apaixonada-como-nunca-fui-em-toda-minha-vida sistematicamente.

 

Conhecer o novo só com o desejo de conhecer alguém diferente, trocar opiniões e ficar se perguntando em qual momento o coração começou a bater diferente.

 

Rir-se o tempo todo e para tudo.

 

Buscar palavras que não digam mais que apenas seus significados.

Palavras e gestos que não delatem.

 

Apaixonar-se e preocupar-se com o que vestir, pois pode haver a remota chance de que se encontrem ocasionalmente.

 

Querer estar perto, mas temendo não ser disponível.

 

Perceber alguns gestos, mesmo sem entendê-los.

 

Sentir falta do perfume, da pele, do cabelo, do beijo.

 

Apaixonar-se e estar atento a todas as palavras ditas, ainda aquelas que não proferidas a você. Buscar sotaques, cicatrizes.

 

Acordar pronta para o que o dia pode ser, afinal de contas, já não importa.

 

O bom da vida é apaixonar-se.

Apaixonar-se sempre! No mínimo, de tempos em tempos.

(a começar por mim mesma!)

16

de
agosto

Desculpas

Tirei o dia para reler meus posts e - com a ajuda de um comentário também - percebi como eu estou CHATA!

 

Fato é que gostaria de me desculpar com quem ainda tem coragem de vir aqui.

Desculpem-me!

 

E continuemos a falar de AMOR!!!

12

de
julho

Em torno do sexo

 

De volta!!

A viagem foi ótima!! Conheci um monte de gente bacana, fiz novas amizades, aprendi e ainda aproveitei!!

 

Voltei com muitas questões e uma delas insiste em me atordoar.  Acontece que eu não estudei tanto tempo da minha vida, não perdi noites de sono para me sair bem na matéria e aceitar tão bem o fato de que para muitos eu possa ser apenas um pedaço de carne e de prazer.

 

Se não vejo maldade em tudo e em todas as intenções sou inocente. Mas quem enxerga terceiras intenções em tudo, pelo menos para mim, também não pode ser tão feliz.

Há algo de mesquinho nisso tudo.

 

O que penso é que cada um pode pensar ou deixar de pensar o que quiser do outro, porque isso é incontrolável. Só posso controlar o que eu sou e o que faço, e por isso, faço as coisas e ajo como sou, independentemente do que isso possa parecer às mentes mais evoluídas.

Só que as coisas não são tão simples assim… As pessoas pagam pelo que elas fazem e pelo que aparentam fazer também.

 

Então me vejo num impasse. Sei das minhas intenções e garanto que na maior parte elas são as mais puras e inocentes com o sexo oposto.

Mas se, como dizem, os homens só querem saber de sexo, e não estão interessados em suas competências, de que adiantou ter feito o que eu fiz? Por que não passei horas em salões de beleza, academia e cirurgiões? Deveria ter exercitado a minha vulva, e não a minha cabeça.

 

Deparo com comentários maldosos e caras feias quando não entendo ou faço que não entendi uma fala. O que queriam era um tapa na cara, uma resposta desaforada. Mas eu não julgo quem tenta. Só não garanto que consiga.

 

Tem gente que vê muita maldade nas coisas, só enxergam o lado negro e vil das pessoas, propondo que todas as ações tem segundas e terceiras intenções.

Eu prefiro me iludir, errar e acreditar nas pessoas. Pelo menos por enquanto, não me faz mal.

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